Crítica - Tudo pode dar certo
Woody Allen surpreende com comédia otimista
Em 07 de Setembro/ 2010 - Por Hilda Lopes Pontes
Woody Allen é reconhecido mundialmente pelos seus longas irônicos, ácidos e, geralmente, sempre com seu álter ego em uma das personagens. Muitas dessas características estão em Tudo pode dar certo (que possui o título original bem mais significante, Whatever works). Porém o que mais surpreende é o tom otimista do filme, o espectador espera aquele momento dos filmes de Allen em que algo dará extremamente errado, e que é uma das características mais interessantes dos filmes do diretor, mas, pelo contrário tudo flui normalmente e o ritmo se arrasta.
Larry David é Boris Yellnikoff, ex-professor da Universidade de Columbia, considerado gênio, mas que depois de um divórcio e uma tentativa de suicídio, dá aulas de xadrez e passa a maior parte do seu tempo desmerecendo as qualidades humanas e se considerando o único capaz de entendê-las. Um dia, voltando para casa, ouve uma garota implorando por ajuda e comida. Então, Boris conhece Melodie St. Ann Celestine. Inicialmente, ele a deixa ficar por não pensar em outra solução para a menina que fugiu de casa, mas, aos poucos, percebe-se apaixonado.
O roteiro é preciso e colocar Boris para conversar com o público, sabendo que está sendo observado, é uma ótima sacada que deixa certos momentos e piadas ainda mais cômicos e dinâmicos. A personagem é muito bem construída, tanto por David, quanto por Allen. Só o fato de Yellnikoff cantar "parabéns pra você" toda vez que lava as mãos já deixa claro o quanto a personagem vale a pena e é neurótica (não podia deixar de ser). Alias, a mesma indagação do filme O Dorminhoco (1973) é feita. A questão: porque as comidas ruins são as que são saudáveis? Será que isso realmente é verdade?
Os outros atores também se destacam. Eva Rachel Wood, que normalmente faz papéis de mulheres fortes ou vilãs, consegue trazer um açúcar, uma doçura para Melodie. Também no elenco, Patrícia Clarkson, que interpreta a mãe de Rachel Wood. A transição de comportamento dela é marcante e muito bem construída.
Tudo pode dar certo agrada e faz rir, tira a saudade dos filmes de Allen, mas não pode estar na lista dos melhores do diretor, como Vicky Cristina Barcelona ou Manhathan. Não tem a constância e o ritmo dos filmes dele, nem traz algo inovador e diferente de tudo que o cineasta já fez.

Os Mercenários
Overdose de testosterona
Em 19 de Agosto/ 2010 - Por Leonardo Cruz
Imagine uma sala de cinema cheia de testosterona espalhada em todos as cadeiras bradando os feitos de Silvester Stallone. Pensou? Pois bem. Essa será uma cena que você levará acompanhada com as lembraças do filme Os Mercenários (The Expendables, 2010), com a própria direção do Stallone, já imaginou quanta pancadaria e frases absurdamente clichê?
O ícone dos filmes de ação traz aqui um elenco pesado no que se diz a arte de fazer coisas explodirem e banho de sangue: Jason Statham de Carga Explosiva, Jet Li de Cão de Briga, Dolph Lundgren de Soldado Universal, etc. Já da pra ter uma leve noção da explosão de testosterona na tela.
Uma coisa interessante é ver a brasileira Giselle Itié, como a "dama em perigo", super poliglota, misturando o seus conhecimentos na lingua americana e também na latina.
A história do filme é simples e nada inovadora. Um grupo de mercenários (ohhhh) é contratado por um Sr. Church (Bruce Willis fazendo pontinha) para ir em um local na América Latina que foi devastasta pelo poder político, a filha rebelde (Itié) recebe o grupo, tentando trazer a paz de volta à sua terra. Mas essa equipe terá que lutar não somente com o ditador, mas também com um ex agente da CIA, que é o cérebro do caos que acontece naquela área. De resto aí é pancadaria, explosões e sangue.
O filme tonrou-se mais conhecido ainda por ter suas gravações realizadas no Brasil, local de quem o Stallone disse que "adorávamos que explodissem as coisas por aqui, e que em seguida entregava-mos macacos como presentes". Esse epísodio resultou na ira dos brasileiros, tentando organizar um boicote, pelo visto isso tornou-se real já que até a data atual sua estréia emplacou o 4º lugar.

400 Contra 1 - Uma História do Crime Organizado
Plano de fuga da sala de projeção
Em 18 de Agosto/2010 - Por Leonardo Cruz
Vou ser bastante honesto com vocês, demorei propositalmente para descrever uma crítica sobre esse filme, a razão disso é não ter nada para escrever sobre, pois 400 contra 1 de Caco Souza, dá um nó tão forte na garganta que é insuportável apenas pensar, imagina escrever.
Estreante em longas metragem Souza traz uma história absurdamente sem graça, e "sem sal". Muitos, irão pensando ver um filme estilo Tropa de Elite, chocante e espetacular, mas não, enganam-se com uma "comédia sangrenta" (porque definitivamente aquilo não é drama, nem policial, nem coisa nenhuma) que confunde em alguns momentos um vai e volta de passagem de tempo da história baseada no Comando Vermelho.
E toma tempo pra lá, e volta no tempo aqui, e muda de novo pra acolá e volta na primeira cena... e essa mudança absurda de cenas apresentam passagens nada significativas para o enredo... é so pra "encher linguiça mesmo".
Willian (Daniel de Oliveira) é um lider de um comando que assalta bancos, que tenta apresentar ao poder, suas propostas e direitos, fazendo o possível e o impossível para conseguir a liberdade, e junto com seu grupo, tenta fazer isso dar certo, pronto. É isso aí, sendo curto e grosso.
As atuações estão fracas, em termos gerais, Daniel de Oliveira é nada com nada, Daniela Escobar é apenas mais uma garota amante de bandido, e Fabrício Boliveira, Jefferson Brasil, Jonathan Azevedo e cia, apenas servem para forçar o espectador a soltar risos durante a trama. Acredito que quem melhor se destaca é a Branca Messina, que interpreta uma advogada, que tenta safar o grupo de sofrer maior quantidade de males que merecem.

Enquanto isso na Tv... - A Verdade Nua e Crua
Hollywood traz mais uma de suas comédias românticas que só de assistir ao trailer dá para saber o final do filme.
A verdade é nua e crua mesmo. É muito difícil o cinema americano acertar quando o assunto são comédias românticas. O problema não está só no fato de existir uma fórmula que é repetida sempre, mas as narrativas também são insossas e enfadonhas. Ainda por cima, os mais desavisados podem achar que as ideias desses longas são originais e divertidas, mas já foram utilizadas muito antes. O filme mais antingo que consigo lembrar que já tinha essa fórmula ( e pode haver algum anterior a esse que eu desconheça) é Aconteceu Naquela Noite de 1934. As situações, as piadas, o final tudo muito parecido com o que se vê hoje.
Essa realidade se encaixa perfeitamente A Verdade Nua e Crua (2009). O filme conta a história de Abby Richter (Katherine Heigl, Ligeiramente Grávidos), uma mulher que é bem sucedida no emprego, porém não consegue manter um relacionamento amoroso com ninguém por ser muito controladora e tão romântica que acredita que encontrará um amor perfeito. Ela trabalha num programa de tv que começa a ter índices baixos de audiência. Por isso, o chefe dela contrata Mike Chadway (Gerad Butler, 300), um grosseirão machista que fará parte do programa "A Verdade Nua e Crua", fazendo comentários sobre o que realmente os homens gostam nas mulheres. Com isso, Abby decide utilizar as dicas de Mike, para conquistar o vizinho dela. Contudo, o rumo dessa relação toma caminhos inesperados (para a personagem, porque para o público não há nada de surpreendente).
Além de óbvio, para piorar, a dupla protagonista não tem química nem carisma algum e não são bons atores. Heigl permanece na zona de conforto e faz uma personagem igual a de todos os seus longas anteriores. Na verdade, Katherine Heigl só tem duas qualidades: carisma e beleza. Não há nada de marcante na sua atuação e ela é facilmente esquecida. Já Butler é canastrão e muitas vezes antipático, mas este longa não foi a pior performace do ator, porque a maneira dele atuar se encaixa com o perfil do papel.
Sem uma boa história ou bons atores, esta é mais uma comédia romântica em um milhão de tantas outras. Não se destaca em nada, nem cumpre a função básica de entreter.

A Origem
Christopher Nolan comanda longa ambicioso e arrebatador
09 de Agosto/ 2010 - Por Hilda Lopes Pontes
O diretor e roteirista de Batman- O Cavaleiro das Trevas, Christopher Nolan tem uma filmografia impecável e cheia de sucessos de crítica e bilheteria. Não posso deixar de destacar minha animosidade ao entrar na sala de cinema para assistir seu mais novo longa, A Origem (Inception). É claro que sempre há uma ansiedade e certo medo de haver uma decepção. Por isso, já fui preparada para o que poderia ser apenas uma promessa e nada mais.
Mas não foi dessa vez que Nolan me desapontou. A Origem é tudo o que eu imaginava e muito mais. As referências, os efeitos e o mundo criado pelo diretor não só surpreendem como envolve o espectador por completo. O filme é um misto de Núpicias Reais (a cena do elevador lembra a dança no teto de Fred Astaire) com Matrix e muito mais.
Dom Cobb (Leonardo di Caprio) é um ladrão cuja especialidade é entrar na mente das vítimas e roubar os seus sonhos e que é muito bem-sucedido no que faz. Porém, seu trabalho não é considerado legal e Cobb vive como fugitivo fora do seu país, longe dos seus filhos. Então, surge uma chance de retorno aos Estados Unidos e sua vida de antes se ele fizer um último roubo. Para isso, reúne um time de experts para fazer uma inserção na mente do filho de um grande empresário. Ele, Cillian Murphy (Extermínio, Café da Manhã em Plutão), deve acreditar que precisa dividir o império de seu pai e recomeçar seus negócios.
O que mais surpreende é maneira como foi construído o mundo dos sonhos, como Nolan conseguiu pensar nele, o público mergulha no subconsciente das personagens. Não existem referências temporais ou políticas, quem assiste compra a ideia de uma maneira impressionante, é como se só existisse o espectador e aquele universo. A trilha sonora de Hans Zimmer (Batman- O Cavaleiro das Trevas, Sherlock Holmes) ajuda na inserção nos sonhos e muita vez faz- nos perguntar: "será que estou sonhando?”
O elenco afiado e perfeitamente escolhido tem uma característica nostálgica, lembra equipes de investigações dos filmes de suspense dos anos 1950. Leonardo di Caprio (Os Infiltrados, Ilha do Medo), apesar de uma boa performance, está na sua zona de conforto e não saí do comum. Já Joseph Gordon Levitt e Ellen Page (Menina Má.com, Juno) se destacam no auge de suas interpretações, com carisma e construção de personagem incríveis. Além dos três, o longa ainda conta com a presença de Michael Caine (O Grande Truque, Filhos da Esperança), Ken Watanabe (O Último Samurai, Memórias de uma Gueixa) e Marion Cotillard (Piaf, Nine).
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Escrito e dirigido por Christopher Nolan, A Origem é mais uma de suas audaciosas produções.
09 de Agosto/ 2010 - por Enoe Lopes Pontes
Diretor de Amnésia, O Grande Truque e Batman - O Cavaleiro das Trevas; Nolan sempre apresentou filmes impactantes e originais, por possuir uma história única ou por instigar e envolver o público. Com A Origem (Inception), essa realidade não foi diferente. Desde os primeiros minutos o espectador pode ser levado a milhares de suposições sobre o que está acontecendo e ficar totalmente intrigado pelas situações que são mostradas.
A cada sequência a história cresce. É como se fossemos inseridos neste mundo dos sonhos e fossemos puxados para aquela realidade. E nem foi necessário a utilização de 3-D para essa emoção ser sentida, ocorre uma verdadeira imersão.
Claro que as comparações com Matrix serão feitas e não tem como negá-las. Afinal, eles se plugam para sonhar, existem duas realidades no longa e tem a cena em que Arthur luta sem gravidade alguma, tudo isso remete Matrix na hora. Mas, este fator torna-se um plus para A Origem que trata de uma ideia tão incrível quanto a dos irmãos Wachowski.
Para completar, Chritopher Nolan escolheu um elenco arrebatador. Leonardo de Caprio (Cobb), Marion Cotillard (Mal), Joseph Gordon-Levitt (Arthur), Ellen Page (Ariadne), Ken Watanabe (Saito), Cillian Murphy (Fischer), Tom Berenger (Browning) e Michael Caine (Professor). Todos eles, juntos, conseguem passar uma veracidade ainda maior para esta fantasia.
Com destaque para Page que cativa e consegue não ficar presa ao estigma da personagem marcante, o que acontece com alguns atores que passam o resto da carreira atuando do mesmo jeito após um grande sucesso. Ariadne é quem tem uma conexão com Cobb e é ela quem busca descobrir e entender a mente dele. Ellen Page consegue passar a ligação entre os dois com muita naturalidade.
A Origem é o tipo de filme que marca gerações e é a prova de que Nolan alcança altos padrões repetidamente. Além disso, quem sabe não é dessa vez que ele ganha o OSCAR?

Salt
Angelina Maravilha
31 de Julho/2010 - Por Leonardo Cruz
Para ter uma simples idéia na personagem que Angelina Jolie interpreta nesse novo longa de Phillip Noyce, tente imaginar a junção da Mulher Maravilha, a Srª Incrível, das Meninas Super Poderosas, e um quê do Homem Aranha. Pronto. Acho que é o suficiente pra saber o "poder" dessa mulher.
A história é o super clichê de todos os filmes de ação hollywoodianos. Tem perseguição da policia, tem atentado ao poder político, ah sim! E o obvio atentado ao presidente dos Estados Unidos. Obvio né?
Evelyn Salt é uma mulher que trabalha na CIA (clichê), que após ser indicada como espiã russa, tenta fazer o possível e o impossível para procurar seu marido, que corre um grande risco. Ao longo da hitória descobrimos que Salt é uma mulher de vários lados. Protegendo não seu grupo, mas a si própria.
Uma coisa muito irritante nesse tipo de filme é como uma mulher (tá, tudo bem que ela foi treinada desde criança, mas mesmo assim!) consegue atravessar todo o poder americano, levando apenas um único tiro... sim.. um único. Nisso os policiais são tão frágeis quanto uma criança de seis anos com um revolver na mão.
Respondendo a pergunta do poster em minha visão. Quem é Salt? Apenas uma mulher que quer atuar em Missão Impossível.
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Vestida para matar, Angelina Jolie assume o pápel de Evelyn Salt, que mais parece versão feminina de Jason Bourne.
01 de Agosto/ 2010 - por Enoe Lopes Pontes
Fica muito claro desde os primeiros minutos de Salt qual é o objetivo do filme. Entreter. Afinal, um filme de ação tem, geralmente, essa finalidade. Mas, há no ar do longa algo que o diferencia dos outros do mesmo gênero, o papel principal (que originalmente, seria para Tom Cruise, que rejeitou a personagem, pois parecia muito com Ethan Hunt, de Missão Impossível), é encarado por uma mulher. Porém, não é qualquer mulher. Jolie traz para Evelyn uma força e um mistério que conquistam o espectador facilmente.
Salt conta a história de Evelyn, funcionária da CIA que, após ser delata como espiã russa, tem que fugir da polícia para fazer o que precisa fazer. Com isso, o público passa todo o tempo da película com as dúvidas: Quem é Evelyn Salt? Será que ela é boa ou ruim? Porque ela tem momentos tão grandes de frieza e outros de bondade absoluta.
Apesar do brilho de Angelina, o roteiro não apresenta um conteúdo com muitas novidades e não existem muitas surpresas, o que irrita, às vezes, por se tornar óbvio. Contudo, possui um bom final que promete continuação e quem sabe uma possível salvação para uma história que poderia ter sido boa.

Encontro Explosivo
Cameron Diaz e Tom Cruise estrelam essa comédia à moda antiga
01 de Agosto/ 2010 - Por Hilda Lopes Pontes
Depois de nove anos de Vanila Sky, a dupla Diaz e Cruise volta as telonas juntos em Encontro Explosivo. Tom Cruise sempre foi uma das maiores estrelas do cinema hollywoodiano, porém, de uns anos para cá sua carreira deu uma pequena derrapada - devido as cenas que fez, como a do sofá em Oprah, e suas convicções religiosas . Por essas razões, Cruise está desesperado para ter de volta seu status de estrela número um.Esse esforço é claramente visto em Encontro Explosivo, longa em que Cruise interpreta um agente da CIA que foi injustiçado e agora está sendo perseguido.
Já Diaz, tem feito tantos filmes ruins só para ganhar 20 milhões que muitos quase já esqueceram quem ela é. Mesmo assim, o trailer chama atenção e atrai o espectador por causa dos dois atores e das expectativas que os dois dão. Além disso, deixa o público curioso do porquê de dois atores de grande porte darem uma chance ao diretor pouco conhecido James Mangold (Johnny e June).
Os dois juntos não possuem muita química, mas o longa funciona,não pelo roteiro rizível ou pelo apelo aos adolescentes, mas pelas escolhas de Mangold. Um bom exemplo são as cenas em que vemos só o ponto de vista da personagem de Diaz que levam o espectador a se sentirem com ela e a mergulharem mais na história. O filme não aposta em grande explosões, como a maioria dos longas atuais, e sim nas clássicas correrias e perseguições. As piadas não são muito boas e geram sorrisos amarelos.
Além disso, toda a tensão que existe entre as duas personagens finda com um beijo sem graça e estranho, o romance parece só uma desculpa para Diaz acompanhar Cruise nas aventuras. Enfim, Encontro Explosivo é um filme insosso, mas que vale a pena conferir.

Predadores
Adrien Brody e Alice Braga estrelam suspense insosso dirigido por Nimród Antal
28 de Julho/ 2010 - Por Hilda Lopes Pontes.
Os filmes da saga Predador possuíam um objetivo claro de alcançar uma determinada escala de sustos e emoção e quem ia ao cinema para assistir esse longa já tinha essa noção. Porém, Predadores, filme dirigido por Nimród Antal (Temos Vagas) prometia, desde o trailer, ser muito mais do que qualquer um dos anteriores.
Então, é aí que o filme peca. Prometeu demais e deixou o espectador sedento por sangue, por momentos tensos. Porém, tudo o que acontece são 100 minutos de enrolação e todos os clichês possíveis que existem em filmes do gênero. As personagens são óbvias e não há preocupação nem de criar uma partitura corporal diferente para cada uma delas.
O plural do título não faz a menor diferença. O máximo que vemos são dois Predadores juntos e só. O público se questiona todo o tempo como é que num planeta de caça, no qual vão todos os Predadores, só sejam visto tão poucos deles. Uma das cenas mais esperadas, a que Royce, personagem vivido por Adrien Brody (King Kong, O Pianista), tem inúmeros lazeres apontados em direção dele, não dura nem 3 segundos.
Uma última chance que o longa teve, foi a participação de Laurence Fishburne (Matrix) que interpreta um homem enlouquecido pelo anos passados no planeta dos Predadores. A expectativa final acaba, pois o ator tem uma personagem que só existe para encher lingüiça, ou seja, é decepcionante e desempolgante.Destaque mesmo só Topher Grace (Homem-Aranha 3, Quarteto Fantástico 2- O Surfista Prateado) no papel do médico Edwin que deixa o espectador um pouco curioso e intrigado

O Bem Amado
Tudo por um defunto
26 de Julho/2010 - Por Leonardo Cruz
Diretor de filmes arrasa quarteirão produzidos em terras nacionais como Caramuru - A Invenção do Brasil e O Auto da Compadecida, o brasileiro Guel Arraes mantêm a fórmula da boa comédia em seu novo filme tendo como protagonista Marco Nanini, que em O Bem Amado, convence e diverte o público encarnando o prefeito mal intencionado Odorico Paraguaçu.
A história não é tão desconhecida assim pelo público, que já teve o prazer de acompanhar as desventuras do prefeito corrupto em conjunto com as irmãs Cajazeiras.
Depois de ganhar o título de prefeito da pequena cidade de Sucupira, Odorico Paraguaçu tem a idéia de construir um grande projeto para a cidade, um cemitério. Mas para isso direciona a verba que deveria ser gasta em outras funções para a cidade. Na oposição encontra-se o jornalista Vladmir (interpretado aqui de uma maneira cômica pelo Tonico Pereira), que tenta de todas as maneiras mostrar para a população que o atual prefeito é uma farsa.
Paraguaçu conta o o apoio das irmãs Cajazeiras, Dulcinéia (Andréa Beltrão), Judiceia (Drica Moraes) e Dorotéia (Zezé Polessa) e mantém um flerte com cada uma delas. Mas a mais dedicada a conseguir o coração do prefeito é a irmã mais velha, Dorotéia, que até manteve a virgindade para o bem amado.
Uma das cenas bacanas é a dicussão entre Dulcinéia e Dorotéia, onde a primeira confessa manter um caso com Odorico. Arraes pega esse momento altamente dramático e o transforma em história em quadrinhos, inovador e cômico.

Ponyo - Uma Amizade que Veio do Mar
Os encantos japoneses
24 de Julho/ 2010 - Por Leonardo Cruz
É uma pena que muitas pessoas não creditam nenhuma esperança na arte no desenvolvimento de animações japonesas. Pena, esse meros coitados não sabem o que estão perdendo. Pensam que é mais um episódio longo daquelas séries da televisão do Pokemón. Mero engano, tsc tsc.
Hayao Miyazaki mais uma vez nos encanta com sua arte, sua história, seu talento para manter o sentimento focado no filme, e garanto, esse cara não dá folga. Quem viu A Viagem de Chihiro conhece o estilo encantador, e pode acompanhar essa sensação mais uma vez em Ponyo.
Enquanto a pequena Chihiro tentava escapar de um mundo controlado por espíritos, Ponyo nos remete a história de uma pequena criaturinha, que deixa os cuidados de seu pai (um ex-humano que decidiu preservar as espécies marinhas) pela curiosidade de conhecer a superfície. Lá encontra Sosuke, um garoto de cinco anos, apaixonado pelo mar, e que adota Ponyo como peixinho dourado. Ponyo então decide virar uma humana para poder ficar mais perto do garoto, com a satisfação ocorre os problemas, e o amor de Sosuke tem que ser real para q Ponyo continue vivendo na superfície.
Miyazaki ainda abusa das caricaturas pesadas por aqui, o que pode ainda fazer algumas crianças se assustarem durante o longa. Mas nada tão pesado quanto em Chihiro, que tirou sono de muitos por aí.

À prova de Morte (Death Proof)
23 de Julho/ 2010 - Por Thiago Guimarães
Está em cartaz o mais novo-velho filme de Quentin Tarantino. Gravado em 2007 "À Prova de Morte" (Death Proof), dentro da série Grindhouse, uma homenagem às matinês duplas que rolavam nos EUA com filmes cheios de violência, sexo e cultura pop bem no estilo Tarantino, além de arranhões na imagem, problemas de corte, luz, áudio, tudo que os filmes de quinta daquela época tinham, com o diferencial de fazê-lo assim de propósito.
No longa Kurt Russel interpreta um ex-dublê de filmes, Stuntman Mike, que utiliza o seu carro para matar mulheres escolhidas a dedo. Com a escolha das meninas o Tarantino não decepciona, ele pôs oito atrizes de shortinho rasgado, vestidas de Teenager e de calça apertada, um cardápio para todos os gostos. Destaque para a cena de dança da atriz Vanessa Ferlito, super sensual e extravagante.
São bacanas também os momentos de auto-homenagem (ou sátira de si próprio) que Tarantino faz durante todo o filme. São detalhes de cena que remetem a "Kill Bill" (2003), enquadramentos e locações que lembram "Cães de Aluguel" (1992) e até dono de bar, interpretado pelo próprio Tarantino, com cara de balconista do Titty Twister, bar do filme "Um Drink no Inferno" (1996).
O filme, por si só vale a pena. Cumpre o papel que propôe. Para quem é fã de Tarantino é um deleite, para quem não conhece (só não é fã quem não conhece) vale a pena pela ousadia. O final que... não sei! Só freud explica aquilo. Mas fiquem atentos a um detalhe, o melhor de tudo, na minha opinião. O preto e branco é proposital!

Shrek Para Sempre
Tão tão distante de coisas novas
13 de Julho/ 2010 - Por Leonardo Cruz -
Dá pra lembrar com clareza no ano de 2001 em que um tal ogro da Dreamworks arrasou um fracasso dos estúdios Walt Disney, o nome desse pobre coitado foi Atlantis - O Reino Perdido (Atlantis - The Lost Empire), o bicho conquistou pais, crianças e qualquer outro que quisesse se aventurar pelo pântano daquela criatura.
Passam nove anos e vemos que o grande ogro atualmente se arrasta pra manter o sucesso que teve nos tempos de outrora. Tá difícil. Como comentado da última vez com Toy Story, os roteristas visam prolongar a história que já deveria ter seu final no segundo capítulo. A visão, de fato, está no financeiro.
O ogro Shrek nesse longa mantém seu final feliz com família e amigos, e sente uma grande falta do tempo em que era um ogro que todos se assustavam (é eu também sinto falta disso) e durante uma severa discussão durante a celebração de um ano de aniversário de seus três filhos ele briga com Fiona e encontra o malicioso Rumpelstiltskin no caminho.
Rumpelstiltskin oferece a Shrek uma oportunidade de voltar a assustar a todos no país de contos de fadas. Sem saber das consequencias, o ogro assina um contrato e acaba perdendo tudo o que contruiu ao longo dos anos.
Nessa jornada Shrek tenta fazer com que sua trupe o reconheça... Bom, daí dá pra imaginar o resto. Resultado: uma história sem novidades, sem bons diálogos, sem nada.
Infelizmente o ogro mais adorado da última década não está nem mais valendo um papo sobre ele depois do filme. Lastimável.

Toy Story 3
Com a corda toda!
Por Leonardo Cruz
Uma afirmação que poucos vão discordar. Os estúdios da Pixar é o que há em termos de animação. Se não sabe do que se trata relembro uma pequena lista de filmes que nenhum outro conseguiu superar. Monstros S.A. com a amada garotinha de blusa rosa Bu e dos monstros de uma fábrica de sustos. Vida de Inseto, mostrando a vida de pequenhas formigas em busca da liberdade tomada pelos gafanhotos. Ratattouille, com um ratinho que mantinha o grande desejo de ser cozinheiro e conseguiu tal feito. Já foi o bastante pra lembrar de quem estou falando?
Não satisfeitos em nos emocionar com Toy Story (1995), fizeram Toy Story 2 (1999) e pra finalizar com o coração daqueles que apreciam animação de boa qualidade e BOA HISTÓRIA (elemento que muito faz falta nas atuais animações), chega nos cinemas o excelente Toy Story 3, trazendo mais uma vez toda a turma do Cowboy Woody e do Guerreiro espacial Buzz.
Depois de alguns anos, o jovem Andy cresceu e está a caminho da faculdade, seus brinquedos estão dentro de um baú e fazem de tudo por um momento de atenção. No momento dessa mudança a mãe de Andy pede que ele decida o que fazer com os brinquedos: doá-los para uma creche ou colocá-los no sótão. Durante essa decisão começa a luta de Woody para mostrar aos outros brinquedos que Andy ainda os ama, independente da decisão tomada.
A aventura ganha rumos extremos durante as idas e vindas dos bonecos, inclusive a luta para fugir de um "presídio" onde um meigo urso rosa com cheiro de morango é o tirano, sendo como escudeiros um boneco Ken e um boneco bebê que dá frio na espinha.´Inúmeros brinquedos ganham destaque no longa, o que o torna mais divertido ainda.
Os bons momentos de gargalhadas são garantidos pelo relacionamento do Ken e Barbie e do Buzz num momento pra lá de mexicano, muito divertido.
A parte mais tocante, e que pode fazer muitos que acompanharam essa história desde o início derramar algumas lágrimas, é a decisão de Andy quanto ao que fazer com aqueles que foram por muito tempo seus companheiros, um momentp único e marcante.
PS: Fiquem de olho em dois momentos bacanas, um deles é apresentado antes do longa. Um curta metragem que nos faz analisar as diferenças, e ver que descobrir as coisas que condenamos pode ser muito satisfatório. Outra é o início do filme, que faz a primeira cena de Toy Story 1 ganhar todo um encanto especial.

O Golpista do Ano
O Frank Abagnale homossexual
Por Leonardo Cruz
É memorável para quem viu as reviravoltas do personagem de Leonardo DiCaprio em "Prenda-me se for capaz", Frank Abagnale (DiCaprio) utilizava de sua poderosa lábia para conseguir o que bem queria, e toda a polícia armada estava atrás desse mentiroso sagaz. A fórmula é repetida em "O Golpista do Ano" (I Love you Phillip Morris), só que traz apenas uma diferença, os homens mais machistas abandonam a sala de projeção.
Quem é levado apenas pelo título (em minha opinião, muito desnecessário) não imagina encontrar o divertido comediante Jim Carrey (O Máscara) como Steven Russell; o padrão de homem americano, casado, pai de uma menina linda, frequentador assíduo da igreja, declarando-se gay depois de um acidente de carro. O seu namorado Jimmy Kemple (interpretado aqui muito bem pelo brasileiríssimo Rodrigo Santoro) mantém uma vida de luxo com Russel, que aplica os mais descarados golpes para ganhar indenizações, e assim poder satisfazer seus desejos materiais.
Durante um desses golpes, Russel é preso e lá conhece o sensível Phillip Morris (Ewan McGregor) por quem se apaixona e vive um romance dentro da cadeia. Ao sair de lá, Russel cria os mais mirabolantes planos para conseguir subir na vida e esnobar seu nível social.
As diversas situações que Russel tenta driblar com o seu instinto mentiroso (que já é tipo classico personagem na carreira de Carrey) são altamente divertidas, mas isso não é o suficiente pra segurar os marmanjos na poltrona, já que com uma cena de sexo e beijo gay, correm para fora da sala.
Lembrando que assim como a história de Frank Abagnale, "O Golpista do Ano" foi baseado em uma história verídica. E que venham mais charlatões divertidos para a tela grande!

Sex and the City 2
O estilo vai pro Oriente Médio
Por Leonardo Cruz
O que acontece depois de dizer: Eu aceito? É essa a proposta de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), pesonagem central da série e agora do segundo filme Sex and the City, que foi lançado depois de dois anos após sua primeira apresentação nas telonas.
O filme começa com o casamento dos melhores amigos gays de Carrie e Charlotte (Kristen Davis), durante o casamento todo pomposo, a cantora Liza Minnelli dá um show dançando o hit da Beyoncé: Singles Ladies. E durante a estadia no hotel na cidade sede do casamento, as quatro mulheres enfrentam problemas vitais. Carrie quer reacender a chama no casamento, Charlotte tem problemas com o estresse com as duas filhas, Miranda (Cyntia Nixon) tem problemas no escritório de advocacia e Samantha (Kim Cattral) está dependendo de hormônios para manter o apetite sexual em alta, além do medo de ficar velha.
Durante um jantar, Samantha recebe a proposta de anunciar em Nova York um hotel de um cliente árabe como sendo um dos melhores na região do Oriente Médio, e a convida para uma reunião no próprio hotel, levando como companhia as três amigas. E durante o período de férias, tentam lidar com os problemas que recentemente as afetam. Além de passar por situações hilariantes.
Não esquecendo que o ponto forte de Sex and the City que são as inumeras roupas cheia de estilo, marcam presença aqui com força. Além de todo o luxo que enchem os olhos como num catálogo de uma loja.
PS: fiquem de olho logo no começo da história, quando Carrie cita como conheceu as outras meninas. Momento que dá corda pra boas risadas.

Recife Frio
por Enoe Lopes Pontes
Recife Frio, curta dirigido por Kleber Mendonça Filho (Eletrodoméstica), conta como Recife, uma cidade tropical, passou a ser fria. Com uma linguagem de programa de televisão, parece que o espectador assiste a um verdadeiro documentário. Através deste recurso, o curta traz divertidas situações e, ao mesmo tempo, faz uma crítica a realidade do local.
Há no roteiro, um tom de ironia e humor acido que são vistos a cada cena do filme. Destaca-se a sequência em que vemos a casa de uma família de classe média (pai, mãe, filho e a secretária do lar), que mora em um apartamento em frente a praia e, por isso, com a mudança do clima, passou a sofrer muito com o frio.
Por esta razão, o garoto se apropria do quarto da empregada, que é o mais quente e oferece a ela o seu, que possui uma bela vista, mas a troca não compensa por causa da temperatura.Através deste caso, é possível perceber como se estrutura a realidade social do Recife e, por analogia, a do Brasil.
No documentário foram feitas tomadas com planos abertos, que dão a impressão de que foram elaboradas para mostrar as ruas mais vazias depois da mudança climática, além de explicitar como a baixa temperatura pode causar a frieza nas pessoas, e como o clima pode refletir no comportamento da sociedade.
Com depoimentos que possuem veracidade e uma história criativa, Recife Frio consegue expor os problemas e necessidades do Recife, de maneira dinâmica e sem quebras de ritmo. O filme, que já foi premiado em diversos festivais, como o de Brasília e o Luso Brasileiro de Santa Maria da Feira, chega no dia 28 de maio de 2010, em Salvador no Festival Panorama Coisa de Cinema.

Homem de Ferro 2
Sem grandes novidades na história, chega aos cinemas Homem de ferro 2
por Enoe Lopes Pontes

Alice no País das Maravilhas
Cortem a cabeça!
Por Thiago Guimarães
Após muita confusão e buscas incessantes por sessões que não estivessem lotadas, assisti Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland, 2010), o mais novo longa do aclamado diretor Tim Borton.
Dessa vez, involuntariamente (porque não premeditei isso), fiz um processo diferente. Entrei no cinema sem ter lido nenhuma sinopse ou matéria sobre o filme, nem muito menos assistido ao trailer, só sabia que era um filme do Tim Burton, com o Johnny Deep atuando e só. Imaginava até que fosse uma reprodução fiel do grande sucesso de Lewis Carroll. Tanto que nos primeiros minutos ficava me perguntando que história era aquela de casamento.
Pois é, Burton trouxe para a telona uma Alice com dezenove anos, treze anos mais velha que a Alice do filme original. Nessa nova aventura, a loirinha de vestido azul embarca novamente no mundo subterrâneo, em busca de um “tempo” para pensar sobre os rumos que sua vida está tomando. E o bacana da história de Tim é que nessa viagem Alice completa seu ciclo e passa a ter certeza de que todos os excêntricos personagens do País das Maravilhas são reais e não apenas frutos de sua imaginação.
Mas você quer saber o que achei do filme, né? Uma delícia estética e visual. Fiquei maravilhado com os efeitos, e com a interação entre atores e animação gráfica, que, em minha sincera opinião, beiraram a perfeição. Como esperado, destaco o que já era destaque: a atuação de Johnny Deep, na pele do Chapeleiro Maluco. Dei boas risadas com seus momentos de furor.
Por Leonardo Cruz
E o Coelho Branco a chamou novamente, pena que dessa vez o convite não foi um dos melhores em termo de história, é um pouco lamentável levantar tanta expectativa e encontrar uma história que poderia ser chamada de As Crônicas de Alice - O Chapeleiro, o buraco e a Rainha Vermelha. O visual? Magnífico! A história? Fraca!
Contradizendo minhas expectativas, Johnny Depp inovou mais uma vez no papel do engraçado e amalucado Chapeleiro Maluco, eu achava que seria uma imitação do Willy Wonka (A Fantástica Fábrica de Chocolate), mero engano. Outra figura que brilha é a Helena Bohan Carter, como a insana Rainha Vermelha, nessa lista entra também Anne Hathaway que dá um toque altamente delicado à sua personagem, a Rainha Branca (irmã da Rainha Vermelha).
Os demais personagens também estão perfeitamente encaixados nos seus respectivos papéis, isso vai com interesse pessoal na divertida Lebre de Março e do Gato de Cheshire, dois personagens que sempre adorei no livro de Lewis Carrol.
Elenco bom, ótima arte e história amarrotada... bem vindo ao País das Maravilhas...
PS: Em um certo momento do longa, não deixe de comparar o Chapeleiro Maluco com a Linda Blair (O Exorcista) em um momento (tosco) de dança.

Ilha do Medo
Martin Scorsese dirige seu quarto filme estrelado por Leonardo di Caprio numa adaptação do livro homônimo de Dennis Lehane.
Por Hilda Lopes Pontes
O detetive Teddy Daniels vai ao Shutter Island Ashecliffe Hospital, em Boston, onde funciona um estranho presídio para sociopatas, uma clínica psiquiátrica de segurança máxima. Ele investiga o desaparecimento da paciente Rachel Solando.
Aos poucos, Daniels descobre que a instituição utiliza métodos ilegais de tratamento e enfrenta a resistência dos médicos em dar arquivos sobre o local. Pela sinopse, não se percebe as principais características de originalidade de Ilha do Medo (Shutter Island, 2009).
Primeiramente, a trilha sonora do longa. Com acordes simples, um clima hitchcockiano paira no cinema. Um intenso suspense faz, muitas vezes, o espectador prender a respiração. Quem assiste se envolve tanto que se deixa levar pela história e se sente como Teddy.
Di Caprio, em sua quarta parceria com Scorsese, mostra-se mais uma vez excepcional. Ele conduz, até com mínimas expressões faciais, os sentimentos de sua personagem e dá credibilidade às ações desta. Não tem como não sentir as emoções do agente federal, interpretado por ele.
Para completar, o elenco coadjuvante conta com excelentes atores como Max Von Sydow (O Sétimo Selo), Mark Ruffalo (Colateral), Ben Kingsley (Fatal), Jackie Earle Haley( Pecados Íntimos), Michelle Williams ( O Segredo de Brokeback Moutain) e Emily Mortimer ( A Pantera Cor- de- Rosa).
Acima de tudo, Martin Scorsese (Bons Companheiros, Os Infiltrados) prova a sua maestria e talento com este thriller psicológico de tirar o fôlego. A fotografia e a direção de arte são impecáveis, nos remetendo aos antigos filmes da era de ouro de Hollywood e provando mais uma vez a paixão do diretor por cinema.

TRAILER: www.youtube.com/watch?v=EmVWQlSJrjU
Coração Louco
Jeff Bridges brilha neste longa dirigido por Ben Zeller e produzido por Robert Duvall.
Por Hilda Lopes Pontes
Quando assisti pela primeira o trailer de Coração Louco (Crazy Heart, 2009), imaginei que Jeff Bridges (King Kong, Homem de Ferro) iria concorrer e possivelmente ganhar o Oscar. Já dava para perceber que, pelo perfil de sua personagem e a superação que esta teria em relação ao alcoolismo - tema sempre agraciado pela Academia - ele estava “na frente” de seus concorrentes. Porém, Bridges surpreendeu com sua interpretação visceral e dinâmica, mostrando que, mesmo com uma carreira incrível, repleta de papéis diferente e versáteis, ainda pode se superar.
A possibilidade de o espectador mergulhar na vida do cantor e compositor de música country Bad Blake (Bridges), que fez muito sucesso, mas, por causa dos hábitos de fumar e beber muito, só faz shows baratos em bares de cidades do interior, é, praticamente, toda. Difícil é acreditar que Blake, um homem que não abre mão de suas convicções e cheio de manias, é uma personagem fictícia.
Além de Bridges, o filme conta com a desempenho impecável de Maggie Gylenhaal, que concorreu ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, e interpreta uma jornalista novata e mãe solteira na qual Blake se apaixona e vive um romance. Na cena em que Bad perde o seu filho, Gylenhaal perde seu usual frescor e jeito doce e se transforma bruscamente, crescendo no filme e conduzindo o espectador a sentir com ela a dor da possível perda de seu filho.
O elenco ainda tem as presenças de Colin Farrell (sempre fazendo quase o mesmo papel do mesmo jeito), interpretando Tommy o pupilo de Blake e o produtor do longa Robert Duvall como Wayne. O filme ainda conta com uma trilha sonora de músicas country incrível por mergulhar o espectador no mundo do interior dos Estados Unidos e passar as sensações que Blake está sentindo. Entre elas está a canção vencedora do Oscar, “Weary kind”.

TRAILER: www.youtube.com/watch?v=yG7_3eZ9iLs
Uma Noite fora de Série
Uma dupla fora de série
Por Gabriel Serravalle
Steve Carell é um dos melhores comediantes dos últimos anos. Além de brilhar nos filmes, sua cara hilária é estampada também na ótima série The Office. Tina Fey é criadora, redatora e atriz de 30 Rock, uma das séries de maior sucesso nos Estados Unidos desde 2006. Agora os dois estão juntos na comédia Uma noite fora de série (Date Night), dirigida por Shawn Levy.
No filme, Phil (Carell) e Claire (Fey), um típico casal pacato do interior, decidem que é hora de fugir do ranço rotineiro do casamento. Para isso, contratam a babá chantagista Katy (Leighton Meester, a Blair de Gossip Girl) para cuidar dos filhos e partem para uma noitada diferente no centro de Nova York. Mas o que no início parecia uma divertida brincadeira se transformou num verdadeiro inferno.
A premissa, já utilizada em filmes como Perdidos em Nova York (1999), proporciona cenas bem engraçadas e no mínimo inusitadas, mas que ganham ainda mais força pelo entrosamento de Carell e Fay. O roteiro não ajuda tanto, já que perde a força principalmente em momentos em que o humor cede o espaço para sentimentalismos piegas. Mas o empenho da dupla é o ponto forte do longa e torna qualquer defeito um mero detalhe.
Uma noite fora de série cumpre o seu papel primordial: divertir. E de quebra ainda nos traz um elenco de apoio de respeito. Figuras como Mark Wahlberg, Mark Ruffalo e Ray Liotta estão lá. Agora é voltar os olhos para as séries cômicas americanas e torcer para que Hollywood nos presenteie novamente com um novo encontro de alto nível.
NOTA: 7,0

TRAILER: www.youtube.com/watch?v=IDfyhXzkLuw
Onde Vivem os Monstros
Onde estão os seus?
Por Leonardo Cruz
É incrível como tem filmes que de fato, mexem com nosso interior, nossa memória, medos, segredos, entre outros. Caso você assista Onde Vivem os Monstros (Whre the wild things are) dirigido por Spike Jonze; não sentir nada de especial e sair dizendo que trata-se de um lixo, lamento, sua inocência está num percentual zerado.
Logo nas apresentações das produtoras vemos rabiscos do Max (Max Records) um garoto que não tem muitos amigos próximo à sua casa e conta com sua irmã para algumas brincadeiras, mas ela já é adolescente e não se importa com o caçula. Nisso durante uma saída de sua irmã, Max aproveita a visita dos amigos dela (também adolescentes/adultos) e começa a fazer uma guerra de bolas de neve. Após a brutalidade de um dos garotos, Max chora e vai ao quarto de sua irmã, descontar sua raiva (está encontrando algo pessoal nisso?).
Max briga com sua mãe durante o preparo para o jantar e "foge" de casa, entrando em um barco, e velejando até encontrar uma ilha, nesse local ele encontra criaturas enormes, que o elegem como rei. Nisso vemos os diálogos de uma criança contra criaturas que comportam-se como "adultas". Max encontra nesses monstros, características que ele se sente à vontade, afinal, as criaturas brincam com ele, correm, e inclusive fazem guerra de cocô.
Como em qualquer convivência, os seis monstros enfrentam conflitos pessoais, há intrigas, paixões e desejos. Cada um tem seus respectivos nomes, e detalhe: são canibais, e comeram todos os outros reis que passaram por ali.
A beleza e inocência como é relatada a história de Max durante sua estadia na ilha é digna de ser apreciada com o espírito de cada criança (e cada monstro) que ainda existe em cada um de nós.
Fiquem atento à cena como Max recebe a notícia sobre o Sol na aula de ciências, caso encontre algo pessoal outra vez, valerá a pena comunicar aos seus próprios monstros. ;)
TRAILER: www.youtube.com/watch?v=nZGh5s4aU5w

A Caixa
... totalmente sem conteúdo.
Por Leonardo Cruz
Há um bom tempo venho aguardando o lançamento do filme A Caixa (The Box, 2009) do diretor Richard Kelly, afinal o trailer era super convidativo, tinha a Cameron Diaz por quem tenho admiração, e trazia uma história bacana. Me enganei.
O longa traz uma história sem pé nem cabeça, efeitos especiais dignos dos Power Rangers da Tv Globinho e fotografia metódica. Não acreditam? A prova está nos cinemas.
Norma Lewis (Cameron Diaz) é uma professora que recentemente recebe más notícias no seu emprego, assim como seu marido Arthur (James Marsden) que trabalha na NASA como engenheiro. Na mesma noite uma encomenda é deixada na porta do casal, uma caixa com um botão. No dia seguinte um homem estranho e desfigurado visita Norma e lhe dá a seguinte proposta: se ela apertar o botão da caixa, alguém em algum lugar do mundo irá morrer, mas ela ganhará uma quantia milionária. Na dúvida Norma consulta seu marido sobre a proposta, ambos decidem apertar o botão. Como dizia o acordo, alguém morreu e ela ganhou a grana.Depois desse acontecimento a história toma um rumo sem sentido, de corporações secretas e investigativa, magia e etc.
A câmera tem seu lugar posicionado no centro quase sempre, o filme é tão simétrico que incomoda e fica perceptível. Acredite, incomoda mesmo. E nos efeitos especiais o filme comete suicídio.
Não acreditem no trailer bom de filme ruim, ou a caixa será mais apertada do que você imagina.
TRAILER: www.youtube.com/watch?v=9PhfIuP7Sh8
Nine
O Homem e suas paixões
Por Leonardo Cruz
Aviso logo que quem decidir ir ao cinema assistir o novo filme de Rob Marshall (Chicago), vai deparar-se com um total espetáculo. Dança, canto, performance... tudo isso e muito mais está generalizado no musical Nine (idem, 2009).
Um elenco de divas surpreende o espectador: Penélope Cruz, Kate Hudson, Nicole Kidman, Fergie, Marion Cotillard, Judi Dench e Sophia Loren. Na história, Guido Contini (Daniel Day-Lewis) é um cineasta que durante a elaboração de um novo projeto, começa a não ter idéias suficientes para sustentar o projeto, nisso, começa a analisar suas paixões e as desejadas mulheres, sendo elas sua esposa Luisa (Marion Cotillard) que sente-se incomodada com a total atenção de Guido pelo cinema deixando-a parcialmente excluida de sua vida; a figurinista de suas produções Lilii (Judi Dench) que é como uma mãe para Guido, sempre lhe propondo conselhos de vida; a prostituta Saraghina (Fergie), que em troca de algumas moedas mostrava o corpo para Guido e seus amigos na época do colegial; a amante Carla (Penélope Cruz) que deseja toda a atenção de Guido e teme que seu marido descubra o romance; a jornalista de moda Stephanie (Kate Hudson, maravilhosa) que deseja Guido, a diva do cinema italiano Claudia (Nicole Kidman) que aguarda ansiosamente o script da produção do cineasta, e a mãe que é interpretada por Sophia Loren.É com o convívio com essas mulheres que Guido mantém suas atribulações quanto ao projeto que será produzido.
As cenas musicais mais surpreendentes são a da Kate Hudson, que mantém dialogos bacanas, e dá um show no momento musical de sua personagem. Para mim, foi surpresa ter a Penélope Cruz como indicada para o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante pelo longa, já que mesmo sendo bela e boa atriz, Penélope não traz nada inovador aqui. Já a indicação pra Hudson seria de melhor escolha.
Em alguns momentos é fácil lembrar do trabalho anterior de Rob Marshal, com algumas cenas similares, mas mesmo assim, continuam sendo bem produzidas.
E não se surpreenda ao sair da sala gritando: I Love CINEMA ITALIANO!
Nota: 8,0
Preciosa - Uma História de Esperança
Querer é poder!
Por Leonardo Cruz
É uma dádiva quando vamos ao cinema e vemos uma história que é capaz de mostrar os nossos sentimentos pelos personagens do longa, e são esses tipos de filmes que devem subir ao patamar de bons filmes, não apenas se comunicando com você na sala de projeção, mas fazer você retornar a mensagem da melhor maneira possível: sentimentalmente.
Esse é o objetivo de Preciosa - Uma História de Esperança (Precious: Based on the Novel Push by Sapphire, 2009), que traz o cotidiano da jovem Claireece Precious Jones (Gabourey Sidibe), conhecida pelo nome do meio: Precious. Ela é o tipo de pessoa que carrega uma cruz enorme nas costas, alguns de seus problemas são: apanhar constantemente da mãe, ser estuprada pelo próprio pai e desse incesto nascer duas crianças sendo que uma delas tem Síndrome de Dawn, ser semi-analfabeta, ser obesa, ser negra numa sociedade racista, ser pobre, entre outras.
Baseado nesses problemas a pobre Precious imagina a vida sendo uma grande novela, seu sonho é ter um namorado branco de cabelo "bom", e ser branca, magra e rica. Tudo o que a nossa atual sociedade considera como aceitável.
E é nessa onda de preconceito que gira os conflitos internos da protagonista, que começa a cursar uma instituição na qual reavalia seus problemas, e nessa atitude, inicia um valor maior por quem ela realmente é.
Quem também rouba a cena em grande estilo é a mãe de Preciosa, Mary (Mo'nique) que merecidamente ganhou o Oscar por Melhor Atriz Coadjuvante, a cena final num diálogo intenso entre ela, a Sra. Weiss (Mariah Carey) e Preciosa é extremamente emocionante e um primor nos termos de atuação.
Pode-se dizer que Preciosa - Uma História de Esperança é definido por ser um filme maravilhoso, um elenco fantástico e uma história amável.
Nota: 9,5
O Mensageiro
Por Marcos Paulo Duarte
Acabo de assistir ao filme O Mensageiro (The Messenger, 2009). Confesso que fiquei um pouco receoso antes de assistir a película, pois eu tenho um enorme preconceito a respeito de filmes sobre guerra. Já tive algumas recompensas por deixar de lado essa birra, como por exemplo, Apocalipse Now (idem, 1979), e acabo de ter outra há alguns minutos atrás.
Diferente de tudo que já vi sobre o tema, o mensageiro se diferencia por ser um filme que fala sobre uma coisa nunca antes explorada, a rotina dos soldados que trabalham na área de notificação a família das vitimas da guerra.
Antes de deixar minhas impressões, vamos a historia do filme.
Will Montgmorey (Ben Foster) é tido como um herói americano. Acabou de voltar da guerra do Iraque antes do final do seu tempo de serviço, pois acabou se ferindo em batalha. Graças a isso terá que exercer seu trabalho ao país, notificando as famílias das vitimas na guerra sobre suas mortes. Para acompanhar o serviço, o seu parceiro Tony Stone (Woody Harrelson) o ajudará mostrando as regras do trabalho e ensinando tudo que ele não deve fazer. Ao longo dos dias, Will perceberá que o trabalho apesar de parecer fácil não é, e que não é nada prazeroso presenciar o sofrimento dos pais que perderam filhos em guerra e mulheres que perderam seus maridos. Uma amizade inesperada acaba surgindo entre ele e Tony, que é o seu superior nessa missão. Em um dos dias de trabalho, os dois vão notificar o falecimento do marido de Olivia Pitterson (Samantha Morton), que inicialmente parece não ter ficado muito abalada com a notícia, despertando assim a curiosidade dos dois soldados. Tony acredita que ela já está com outro homem, e Will acaba por quebrar uma das regras mais importantes do seu trabalho, ele acaba se apaixonado pela viúva do soldado morto.
Um dos grandes méritos do filme é justamente por falar da guerra sem envolver batalhas, sangue, bombas, armas, destruição e violência. O que o filme mostra é outro tipo de destruição, a emocional, que pode ser tão devastadora quanto uma bomba num campo de batalha. Ponto para ele, pois antes de ‘’O Mensageiro’’ tínhamos acesso a algumas pequenas aparições desses soldados que são designados a contar as famílias sobre as mortes dos seus parceiros, porém nunca poderíamos imaginar o quão difícil é a realização desse trabalho. No filme podemos acompanhar o dia a dia dessas pessoas que antes só víamos em pequenas pontas e sem muita importância. O filme conta com atuações de grandes astros do cinema e que mereciam mais destaque. Samantha Morgan está nos presenteando com uma de suas melhores atuações, que apesar de calma, consegue passar a sua dor e o seu receio de forma que só uma atriz competente conseguiria. Sobre Woody Harrelson e Will Montgmorey eu nada tenho a dizer além de que os dois estão perfeitos e ajudam muito para que o filme se mantenha no mesmo nível do inicio ao fim. Interessante também é que o diretor Oren Moverman nos mostra que os danos psicológicos aos soldados não são somente conseqüência da guerra em si, e que aqueles que trabalham notificando a família dos mortos acabam por se envolver emocionalmente, ajudando assim a piorar o seu estado emocional já bagunçado pela guerra.
Resumindo, “O Mensageiro” é um filme que foge dos clichês que rondam os filmes que falam sobre guerra, e que até mesmo as sub-tramas conseguem se manter longe dos mesmos, fato é, que a personagem de Samantha Morgan não é nenhuma mulher linda, gostosa e sensual, é uma pessoa completamente normal, acima do peso e ainda por cima tomada pelo luto, e isso não impede do soldado se apaixonar por ela.
É um filme que deve ser visto e apreciado, pois é diferente, e em tempos como os de hoje, assistir a algo diferente está cada vez mais difícil.
Duas indicações ao Oscar de Melhor ator coadjuvante (Woody Harrelson) e Melhor Roteiro Original
O filme também foi vencedor do Urso de Prata de Melhor Roteiro e Prêmio da Paz em Berlim 2009, além de ser indicado à Melhor Filme.

Um Sonho Possível
Por Marcos Paulo Duarte*
A primeira vez que eu vi o trailer desse filme, algo me disse que vinha algo de bom por aí, e esse pressentimento estava certo.
Vamos a historia do filme.
O rapaz Michael Oher (Quinton Aaron) é pobre, sem-teto e vive por conta própria. É admitido em uma escola onde também estudam os filhos de Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock). Após encontrá-lo perambulando pela rua em pleno inverno, vestindo pouca roupa, Leigh Anne se sensibiliza com o rapaz, principalmente por saber que ele é colega de sala de sua filha. Convida-o então para passar a noite em sua casa, mas acaba ao fim, tornando-o parte da sua família, acreditando assim no seu potencial e ajudando-o a descobrir nele o que ele tem de melhor, e como conseqüência se descobrindo da mesma forma.
O filme conduz de forma sensível a entrada de um completo estranho dentro de uma família formada e estruturada e nos mostra que ao darmos amor, recebemos amor, ao darmos carinho, recebemos carinho e quando temos alguém para nos colocar pra frente e acreditar nos nossos sonhos, eles ficam mais perto de se tornarem realidade.
Sandra Bullock está concorrendo ao Oscar de melhor atriz, pois sem sombra de duvidas essa é a sua melhor atuação. Não acho que tenha sido algo espantoso de bom, e acredito inclusive que nessa disputa existem feras muito melhores e mais experientes que ela, como Meryl Streep, mas ainda assim está sendo tida como a preferida para o premio.
É uma historia comovente, ainda mais por ter sido real, mas não é um dramalhão apelativo e nem um filme chato. Consegue se manter agradável do inicio ao fim, com uma direção suave e competente, que faz com que a gente se sinta também parte daquela acolhedora família.
Algumas lições são aprendidas durante a película, uma delas é que por mais descrente que sejamos de alguém, todo mundo tem um talento e as vezes só precisa de alguém para nos apoiar e nos fazer acreditar em nós mesmos. O filme é competente ao tentar mostrar que mesmo quando somos o apoio uma hora, na outra podemos ser a pessoa que está precisando desse apoio, e assim os papeis são invertidos. É interessante também ver como o personagem de Quinton Aaron tem uma natureza extremamente protetora com aqueles que ele ama, e que é a forma dele retribuir toda a bondade que tem recebido de pessoas que trouxeram ele para dentro da sua família, mesmo sem nunca tendo os visto antes. Não é um filme sensacional mais merece ser visto, porque é sim muito bom.
Ao fim, somos presenteados com as pessoas reais que inspiraram a historia do filme, atestando novamente que tudo que acabamos de ver realmente aconteceu, e é bonito ver que existem pessoas que abrem sua vida dessa forma para alguém e não tem como final tristeza e desgraça.
A Sandra Bullock eu digo, continue por esse caminho que você chega lá.
O resto do elenco também está bem, mas nesse filme quem rouba as cenas é a bela Bullock.
*Blog do Marcos Paulo Duarte: https://www.cinemaeaspirinas.blogspot.com/
Idas e Vindas do Amor
Mais uma vez AMOR
Por Leonardo Cruz
É engraçado quando alguém fala algo relacionado às comédias românticas, que elas sempre são iguais, o que mudam são as circunstãncias. Tem a garota, tem o cara, tem a conquista e o final feliz. Mas, qual filme hoje não é coberto de clichês? Filme de ação também não se repete? Tem o cara, tem o problema, tem a garota sexy, tem o final feliz. CLICHÊ!
Idas e Vindas do Amor (Valentine's Day, EUA 2010) traz um elenco esplêndido, uma idéia usada e pouquíssimas novidades como ja era de se esperar, mas ainda assim provoca alguns risos e suspiros na platéia.
O título do filme poderia ser até modificado para Simplesmente Amor (Love actually, EUA, Inglaterra 2003) versão 2, ou quem sabe, versão dia dos namorados, a semelhança de idéias é extremamente similar, a diferença é que no atual lançamento o total envolvimento é na época do Dia dos Namorados americano que é comemorado no dia 14 de Fevereiro.
O longa conta com a ótima (e pouca) atuação de Queen Latifah, e outros grandes nomes como: Jamie Foxx, Julia Roberts, Ashton Kutcher, Jennifer Garner, Anne Hathaway, entre outros.
PS: Será que a velha corrida atrás da garota no aeroporto nunca vão ficar em extinção?
Nota: 4,4
Toy Story - Relançamento em 3D
Ao infinito e além!
Por Leonardo Cruz
Foi com intensa felicidade que recebi a notícia que Toy Story 1 e Toy Story 2 seriam relançados no cinema, e dessa vez, eles estariam em 3D. Lembro que no ano de 1996 ganhei meu primeiro filme, o começo de minha mina de ouro, e esse meu pequeno bloco dourado, era uma VHS de Toy Story 1, e ao entrar numa sala de projeção, e assumir o papel do garoto de 6 anos outra vez, foi incrível, sabia as falas de cor, sabia as canções de cor; aquele era meu filme!
Mas ao olhar para o lado, ví que várias pessoas assumiam o papel de crianças, eles também sabiam as falas e eu as ouvia junto ao som do filme, também sabiam as músicas, eu estava com meus semelhantes, aquelas pessoas na qual o boneco Woody e Buzz fizeram parte da infância. Momento nostalgia.
Primeiramente, saibam que não serão muitos os efeitos que irão pular em sua direção no cinema, afinal Toy Story quando foi produzido (em 1995) não previa que seria exibido em três dimensões. Então os efeitos mais "pesados" são minoria. Mas é extremamente válido acompanhar as aventuras do cawboy ciumento Woody e o boneco galático Buzz Lightear.
Pra quem não conhece, Woody sem foi o brinquedo favorito do garoto Andy, e na data do aniversário ele recebe um dos recentes brinquedos que todos adoram, o boneco Buzz Lightear, que oferece vários comandos de ação. Enciumado com o novo brinquedo, Woody começa a se irritar e acidentalmente empurra pela janela o Buzz, nisso, parte em busca do herói galatico.
Assistam, lembrem, e vejam que internamente ainda há voz para gritar bem alto: AO INFINITO E ALÉM!

Premonição 4
Sangue, sangue e mais sangue
Por Leonardo Cruz
E as cabeças rolaram pela quarta vez com a estréia de Premonição 4 (Final Destination 4), uma coisa é certa, se você já assistiu algum filme da série, já sabe o destino de cada personagem, e digamos que não é um dos melhores destinos que a pessoa pode ter.
O assunto da vez foi um acidente numa corrida de carros, local onde Nick O'Bannon (Bobby Campo),prevê um mega acidente, e digamos que se alguém estiver na expectativa de ver mortes bem produzidas nessa hora, nem pague pelo ingresso. Acredite é uma das piores.
Creio que um dos melhores da série foi o aciedente da montanha russa (Preminoção 3), com bela criatividade para prever a morte dos amigos, sendo ela vista pelas fotos que os coitados tiraram antes de se divertir em um dos brinquedos mais temidos depois do lançamento do longa. No novo, as previsões vem através de sonhos altamente sem graça.
Acredito que uma das cenas que podem deixar a platéia na agonia é a do lava jato, que ainda carrega um pouco de criatividade, já as outras, não valem a pena.
Bem que o Jigsaw poderia ter escrito esse roteiro ;)
PS: Se você de fato gosta da carnificina, no youtube tem um vídeo que proporciona a você ver sem historinha algumas das mortes e acidentes do filme: é só clicar aqui > www.youtube.com/watch?v=uTw0Z_IVwxE&NR=1
NOTA: 3,5
Trailer:
Sherlock Holmes
O Caso está aberto
Por Leonardo Cruz
É com grande saudade que me lembro das tardes na casa de minha prima, onde era de lei, jogarmos Scotland Yard sempre. O desejo de coletar pistas e a satisfação de concluir o caso era fantástico. Fazer parte do mundo de mistérios de Holmes era sensacional. Com a chegada de Sherlock Holmes aos cinemas, essa lembraça veio à tona.
Quem de fato leu os livros de Arthur Conan Doyle não irá demorar para notar as diferenças do personagem literário, para o interpretado por Robert Downey Jr. que aqui luta como um mestre. Coisa que, acredito eu, o velho Sherlock não fazia.
O clima sombrio, reforça o enredo do filme, assim como nos cartazes de divulgação, os tons de preto e azul-marinho predominam, até a aparição da encantadora Rachel McAdams com suas roupas rosadas.
Lorde Blackwood é um feiticeiro, que acusado de assassinatos de mulheres foi condenado à forca, depois de enterrado, consegue fugir do caixão. A Scotland Yard (polícia inglesa) convoca o detetive Holmes e seu fiel amigo Dr. Watson (Jude Law), para tentar solucionar o desaparecimento do Lorde.
Law e Downey mantém uma química divina, fazendo com que o filme corra sem problemas de relação entre personagens. De fato há alguns clichês, mas eles são brevemente dissolvidos pelo cachimbo do dono da casa 221 B, da Baker Street. E no final, os fãs ficaram exaltados, já que um velho inimigo de Sherlock estará no segundo filme.
Que o jogo começe!
Encontro de Casais
O documentário de relações
Por Leonardo Cruz
Felizmente há algo surpreendente conhecido como trailer que nos trazem o interesse por tal filme, porque, se dependesse apenas do boca a boca, Encontro de Casais (Couples Retreat, 2009) teria conseguido baixíssima bilheteria. O filme conta com um elenco espetacular, pena que muito mal aproveitado.
Jason (Jason Bateman) e Cynthia (Kristen Bell) estão com o casamento por um fio, e decidem junto com os amigos Dave (Vince Vaughn) e Ronnie (Malin Akerman), Joey (Jon Favreau) e Lucy (Kristin Davis), e Shane (Faizon Love) e Trudy (Kali Hawk), realizar uma viagem a uma ilha paradisíaca, no pacote inclui uma terapia de casais, o problema é que ninguém deseja a tal terapia, mas é obrigatório a frequencia em todas as sessões, caso contrário eles devem voltar para casa.
Basicamente é isso, conversa de como está indo a relação de um e outro, o falatório é cansativo e o interesse no longa vai caindo. Além disso as ´"piadas" do filme, são, na maioria das vezes, composta com tema sexual, apelando para o que há de mais fácil.
Nisso temos o lindo paraíso que foi realizado o filme, ótima seleção de elenco e idéia nenhuma na cabeça... Mas que dava pra fazer um filme ótimo, ahh se dava.
Uma coisa divertida é ver a atriz Kristen Davis que atuava no Sex and the City, fazendo um papel totalmente diferente do seu na série, aqui ela é uma... digamos... Samantha!
PS: Na sala onde estava sendo exibido Encontro de Casais, dois casais da platéia se ausentaram no meio do filme, os que continuaram preferiam manter o papo em dia, bom, recomendo que você espere chegar em DVD, ou quem sabe na televisão...
Nota: 3,0
Avatar
O Espetáculo de Pandora
Por Leonardo Cruz
Foi com um longo atraso, confesso, mas aqui está a crítica do mais novo sucesso cinematográfico dos tempos... ao longo desses dias verifiquei os materiais publicados pelos críticos de vários blogs, sites, etc. A maioria deles pontuavam a beleza de Avatar, do premiado diretor de Titanic, James Cameron. Ao sair da sessão de O Amor Pede Passagem, vi a fila que se formava para a pré-estréia de Avatar, a fila era longa.
Todos meus amigos que assitiram o filme disseram que queria ve-lo outra vez... se emocionaram, choraram, fizeram a maior propaganda; problemas com horários de exibições e salas entupidas de adolescentes frenéticos fizeram com que eu adiasse a minha visita ao mundo de Pandora.
Bom, aqui está meu ponto de vista: um deja-vu de alguns filmes da Disney!
Esta com interrogações na cabeça? Eu explico, à todo tempo encontrei elementos que estão a todo tempo presente em três longas-metragem do estúdio de filmes infantis, são eles: Atlantis - O Reino Perdido, Pocahontas, e Tarzan (se tiver mais, alguém aí me lembre). Não querendo ter uma visão negativa do sucesso de Cameron, mas essa é de fato a visão que tive.
A história é de um grupo que explora um local chamado de Pandora, onde vivem os Na'vi, criaturas maiores que os humanos, com linguagem diferenciada e azuis. Eles preservam pelo seu espeço, evitando que as "Criaturas do Céu" (Humanos) cheguem perto de sua terra. O ex-combatente Jake Sully (Sam Worthington) usa um Avatar criado em laboratório para explorar a encantadora terra dos Na'vi, chegando lá, encontra Neytiri (Zoe Saldana) que mostra o modo de vida de seu povo.
O espetáculo computadorizado é de fato esplêndido, Cameron, nos mostra sua imaginação e adoramos vê-la, as plantas, animais... tudo!
Bom... acredito que fui um dos poucos a não fazer tanto marketing de Avatar, não me leve a mal, é apenas que já vi essa história antes... momento deja-vu...
Nota: 8,0
A Princesa e o Sapo
A Volta do Clássico
Por Thaise Magalhães e Leonardo Cruz
A Disney lançou o seu mais novo desenho: A Princesa e o Sapo (The Princess and the Frog), dos mesmos produtores de Alladim e A Pequena Sereia, trazendo novidades como: a animação em 2D de volta, pois a ultima foi feita em 2004 com Nem que a Vaca Tussa, e a primeira princesa negra no longa dos estúdios.
O filme lembra o conto da princesa que beija um sapo, fazendo com que ele se torne um belo príncipe. Mostra a história de Tiana, uma jovem humilde, trabalhadora e afro- americana que possui o sonho desde criança de construir seu próprio restaurante.
Tiana encontra o sapo príncipe Naveen que foi pego por magias africanas de um feiticeiro . A moça, faltando pouco para completar as economias do seu sonhado restaurante, negocia com o príncipe sapo para depois do beijo, ele ajudá-la, só que eles não imaginavam que a moça viraria uma sapa.
Juntos, eles atravessam a floresta em busca de ajuda para voltar suas formas humanas e entre muitas brigas, começam a perceber que estão apaixonados.
O longa traz também surpresas como a trilha sonora composta pelo Jazz, ato que pouco se viu nos estúdios Disney. A satisfação de ter a antiga e clássica animação Disney, faz com que A Princesa e o Sapo seja a inovação do estúdio. Pois, esse privilégio não foi conquistado com os fracassados O Galinho Chicken Little, A Família do Futuro, Selvagem ou Bolt, uns dos últimos lançamentos do estúdio.
Então vale a pena sim conferir o retorno da Era de Ouro da Disney, com princesas, sapos e ao som de muito Jazz.
PS: Aguarde a chegada em DVD para conferir tambem a voz da apresentadora Oprah Winfrey no personagem da mãe de Tiana. Já que infelizmente os cinemas não proporcianam animações legendadas ![]()
Nota: 8,5
Sempre ao seu lado
O ponto de vista de um cão
Por Leonardo Cruz
Antes de começar a descrever essa fabulosa história, aviso: Leve lenços de papel para o cinema. A razão? A quase certeza que qualquer um se emociona ao assistir Sempre ao seu lado (Hachiko - A Dog's Story).
A história verídica de um cachorro da raça Akita que "acha" um homem numa estação de trem, após alguns dias em busca do dono do cãozinho cativante, Parker (Richard Gere) permanece com o filhote, mesmo que sua esposa sendo contrária a essa idéia. Parker o batiza de Hachiko, símbolo que é encontrado na coleira do cachorro.
A relação entre cão e homem fica cada vez mais forte entre os dois, até mesmo a mulher da casa se rende a simpatia Hachi, melhor, todos, desde o vendedor de cachorro quente até a dona da livraria (exceto sua gata) são cativados pelo cachorro.
Todos os dias em que vai ao trabalho, Parker é acompanhado do fiel amigo, e ao chegar na estação é recebido pelo mesmo, sempre no mesmo horário, sempre no mesmo local, até o fatídico dia da morte de Parker. Não entendendo que seu dono jamais voltará para a estação, Hichi permanece no lugar de sempre à espera do seu dono.
É comum os soluções atras e na sua frente na sala de projeção, e se duvidar você fará o mesmo. A menos que você tenha o poder de segurar tanta emoção.
Nota: 8,0
O Amor Pede Passagem
As Loucuras do Homem
Por Leonardo Cruz
A questão apontada pra O Amor Pede Passagem (Management) é a seguinte: Até que ponto um homem pode ir para conquistar uma mulher? No caso de Mike (Steve Zahan), o lugar é mais longe do que qualquer um imagina...
Mike é filho da dona de um hotel de beira de estrada, e segue sua rotina de trabalho e aulas de ioga, quando se apaixona a primeira vista pela Sue (Jennifer Aniston), durante sua permanência no hotel, surge entre os dois um desejo... digamos que sexual. Mas para Mike o desejo vai mais longe.
As loucuras de Mike nos faz pensar em nossas próprias relações, fazendo-nos questionar: E se eu fizesse isso? Será que estaríamos juntos até hoje? E essa é a beleza do filme, ele faz com que Mike faça aquilo que você não teve coragem de fazer quando estava apaixonado (a).
A simplicidade faz com que O Amor pede Passagem seja um filme light... principalmente se você está amando alguém, porque sim... vale a pena fazer loucuras... mas ninguém garante que a mesma dará certo ;)
Nota: 5,7
Atividade Paranormal
Os fantasmas "tentam" se divertir
Por Leonardo Cruz
Há alguns anos atrás me deparei com uma onda de terror que assombrou muito marmanjo por aí, onde todos comentavam um tal vídeo que alguns estudantes produziram e que dava o maior pânico assistir novamente. Com 13 anos de idade, assisti o tal filme nomeado A Bruxa de Blair, o que eu mais fiz no filme foi rir com a agonia e brigas dos estudantes, e não vi nada demais no tal longa horripilante.
Anos depois ouvi certos boatos de um filme, muito melhor do que A Bruxa de Blair, chegou nos cinemas, ninguém que assistiu disse que o filme era ruim, muito pelo contrario, era assombroso... o nome? Atividade Paranormal, assustador? Muito longe disso.
Não sei se o problema sou eu que não vejo nada nesses filmes, ou se são as pessoas que se assustam com vídeos caseiros. Olhar a vasilha de água, era muito mais interessante.
A história "apavorante" relata o dia-a-dia de um casal que tem visitas recentes de algo sobrenatural, que persegue mais Katie, já que, há muito tempo essa "urucubaca" mantém contato com ela, chamando por seu nome. Micah é o típico rapaz, que se acha o cara, e quando o "fantasma" resolve dar o ar de sua graça, lá vai o machão com sua câmera atrás da coisa, grita com ela, a desafia, a irrita.
A tentativa de assustar ganha até um prêmio aqui, já que não é utilizado o velho modo clichê de musiquinhas, o silêncio prevalece, dando mais suspense ao longa. Mas isso de silêncio no filme é perigo na sala de projeção, já que tem muita gente tentando explicar o que está acontecendo para a namorada ao lado que nada enxerga (ou não vê porque não quer), ou o velho e irritante saquinho de pipoca ao lado.
Não que eu queira dizer que nenhum filme de terror me afugenta, mas dá tanta saudade da cabeça da Linda Blair girando em O Exorcista. :o
Abraços Partidos
A Atriz dentro da atriz, o diretor dentro do diretor
Por Leonardo Cruz
Acredito que a partir de agora podemos ter a certeza de uma coisa sobre Penélope Cruz, onde ela está, ela brilha! A queridinha de Almodóvar dar o ar de sua graça mais uma vez ao seu mestre apaixonado em Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos), uma história dentro de uma história.
A história envolve diferentes linhas para um mesmo ponto final, o ícone principal aqui é Lena (Penélope) "namorada" de Ernesto, um senhor rico que deseja ser atriz, e se apresenta ao diretor Harry/ Marco (Lluís Homar), com os ensaios, aparece a paixão entre os dois, que criam enormes reviravoltas ao longo do filme.
Nesse romance há Judite (Blanca Portillo), que é a agente fiel de Harry/ Marco, o filho dela Diogo (Tamar Novas) que vira seu confidente nas maravilhosas histórias sobre o passado de seu ícone intelectual.
Creio que Almodóvar, criou o papel de Harry/ Marco, como referência a si próprio, e coloca a sua musa como, bom... sua musa! Mas não há palavras exatas para definir uma sinopse exata de Abraços Partidos, pois cada um elegerá o elemento mais importante do longa, que por acaso, são vários. E é por isso que definimos Pedro Almodóvar um modelo de diretor ideal, e que venha mais um com a Penélope.
O Desinformante
Fuga do Cinema
Por Leonardo Cruz
Espero que após essa crítica vocês não se decepcionem, antes de tudo lembrem-se de que gosto é que nem nariz... cada um tem o seu.
Diverosos fatores influenciam se o filme será bom ou ruim pra você (ou você nunca ficou louco pra sair de uma sessão antes?), bom... isso aconteceu durante a sessão de O Desinformante, falaremos do filme...
Matt Damon encarna o personagem Mark Whitacre, que trabalha numa corporação que trabalha com tudo envolvido com milho, tudo que circula na nossa vida é graças a essas bolinhas amarelas... assim ele comprova essa afirmação no filme. Após um envolvimento com um caso na FBI, ele torna-se um tipo de informante que sempre busca as coisas certas... uma espécie de perfeitinho, e nessa acaba se envolvento em algumas situações, digamos, constrangedoras.
Bom, isso é o máximo que sei, porque é complicado demais aturar o Matt Damon (sim, nunca suportei esse cara), e creio que não fui a pessoa mais indicada a falar desse filme, já que saí da sala no meio dele. Pois é... alguns fatores que fazem com que isso aconteça conosco, assim como já fiz isso em K-19 com o Harrison Ford... ô coisa chata!
Bastardos Inglórios
Tarantino em grande estilo
Por Gabriel Serravalle
Quentin Tarantino é o diretor mais pop de Hollywood. É claro que isso não é nenhuma novidade, mas obras como Bastardos Inglórios nos remetem novamente a essa afirmação. O homem responsável por Pulp Fiction traz de volta às telonas a mistura de violência, tensão e humor negro que virou sua marca registrada.
Os bastardos do título são um grupo de soldados que, em plena Segunda Guerra Mundial, têm um objetivo em comum: matar nazistas. A missão inglória é liderada pelo tenente americano Aldo Raine (Brad Pitt), que utiliza métodos nada ortodoxos com os seus capturados (as cenas dos escalpos farão você lembrar disso).
Pacto Secreto
A Revolta das Mocinhas
Por Leonardo Cruz
Qual o resultado da seguinte mistura: Jovens com hormônios em fúria, casa vazia e um assassino à solta? Sim, aposto que você já viu um desses antes, mas Hollywoody acredita que isso seja mentira.
Pacto Secreto traz o velho joguinho de perseguição já visto em milhares de filmes do gênero, onde sempre há a insinuação ao sexo, sangue e muita morte brutal. Uma brincadeira de mal gosto traz a morte de uma das garotas que faz parte de um grupo nomeado Theta Pi, após o assassinato elas se livram do corpo em um poço (não, não é de Samara Morgan) jurando nunca mais falar sobre o assunto ocorrido naquela noite. Depois de alguns meses, uma série de assassinatos traz a memória da garota morta, bom, imagino que o resto vocês já devem ter uma leve idéia.
A mesmice não é só do enredo do longa, mas das personagens também; há uma nerd, uma vagabunda, uma bonzinha, e lá se vai. Então, se ainda você não se encontra satisfeito com essa velha ladainha, se prepare par ver vários adolescentes sem juízo nenhum, prontos para o velho clichê americano universitário.
PS: Caso vocês decidam ir e ao chegarem lá percebam que o filme é mesmo um saco, não façam igual ao meu colega de cadeira ao lado, bocejando alto, gritando e falando: "Só tem gostosa!", "Que filme chato velho!" repetidas vezes. Ou é bem possivel que as mortes saiam da telona para a vida real :D .
Tá Chovendo Hambúrger
Corram pra Bomboniere
Por Leonardo Cruz
Não pense que serão apenas hambúrgers (na verdade são Cheeseburgers) que irão cair do céu no longa animado Tá Chovendo Hambúrger (Cloudy With a Chance of Meatballs), mas sim, um cardápio digno de um grande e moderno restaurante.
Como disse no último comentário sobre o filme Up - Altas Aventuras, é muito, mas muito difícil a Dreamworks supererar a Disney/ Pixar, digamos que praticamente, eles terão um grande trabalho pra realizar essa missao... e nesse novo filme, a situação não é diferente.
A história gira em torno de Flint Lockwood, considerado como um gênio nerd, que cria uma máquina que combinada com H2O, produz alimento, diversos deles, incluindo pizza, melancia, sorvete... Depois de mandar a máquina para o céu, onde combinada com àgua das nuvens, produz muita comida... até essa mesma máquinha ser alvo de campanha de um prefeito...
E é nesse ritmo que gira o longa, sorvete caido de cá, macarronada de lá... aí vem a questão... e isso é bom para as crianças verem??? Não, não mesmo, pois o único problema encontrado é a dor de barriga de uma única criança e o prefeito engordando mais e mais, ou seja, quase nenhuma lição de moral (a não ser a relação de amor e confiança entre pai e filho)... apenas isso, sendo que toda a população da cidadezinha consome altos níveis de comida o tempo todo...
Medo para os nutricionistas e alegria para os dentistas (que terão o consultório bem cheio depois do alto nível de cárie), o filme é dispensável, trazendo como unica razão de boas gargalhadas o macaco que com ajuda de um sistema consegue falar (lembrou de Up? Pois é!).
PS: Se acaso for ver o filme, vá de barriga cheia, e não fique com a extrema vontade de sair correndo da sala em direçao a bomboniere mais próxima.
Uma Prova de Amor
Tudo pelas lágrimas
Por Gabriel Serravalle
O diretor Nick Cassavetes parece não ter herdado o apuro cinematográfico do pai, John Cassavetes, renomado cineasta, precursor do cinema independente norte-americano e que serviu de referência para nomes como Francis Ford Coppola e Martin Scorsese. O filho tem parte da sua obra conhecida por trabalhos que exploram a linha melodramática, como Diário de uma paixão, onde a sensibilidade dos personagens e do público é elevada ao ponto máximo em detrimento de questões mais relevantes que poderiam ser discutidas.
Em seu novo longa, Uma prova de amor, baseado no romance de Jodi Picoult e recém estreado no Brasil, ele não foge do estilo ao trazer às telas uma história de amor e conflito familiar. No filme, Sara (Cameron Diaz) e Brian (Jason Patric) formam um casal que luta com unhas e dentes em busca da cura da filha mais velha, Kate (Sofia Vassilieva), acometida por uma leucemia. Por sugestão do médico o casal decide gerar uma nova filha que teria compatibilidade para auxiliar no tratamento. É a partir daí que entra a Anna (Abigail Breslin, a garotinha de Pequena Miss Sunshine) que passa a sua infância se submetendo a “ferozes” tratamentos e com a possibilidade de doação de órgão, tudo em prol da irmã. Mas até que ponto a vontade de Anna é levada em consideração? Ou podem os pais deliberadamente decidir pela doação de órgãos de um filho ainda vivo? Utilizando esses argumentos Anna contrata os serviços do Dr. Campbell (Alec Baldwin, impagável!), um famoso advogado, para processar os pais e pedir emancipação médica.
As questões éticas levantadas por Cassavetes são muito interessantes e mereciam um melhor aprofundamento. O maior pecado do diretor é perder um tempo precioso forçando a barra para que as lágrimas sejam derramadas pela platéia. Um tempo que seria ideal para provocar debates e contrapor idéias em torno do tema. Um equilíbrio entre a sensibilidade dramática e os aspectos sérios e polêmicos da história tornaria o filme mais atraente.
Mas a obra tem como mérito as boas atuações, com destaque para as garotas Sofia Vassilieva e Abigail Breslin. Esta última não chega a ser uma novidade, já que mostrou seu talento no ótimo Pequena Miss Sunshine. É uma pena que Alec Baldwin tenha sido tão pouco utilizado, mas, ainda assim, nas vezes em que aparece, mostra a que veio.
Nota: 6,0
Up - Altas Aventuras
A Fabulosa Pixar
Por Leonardo Cruz
Pessoalmete acreditava que Wall-E, seria incapaz de ter seu prodígio retirado, mas é gratifcante perceber como o estúdio Pixar consegue manter-se em tão alto nível a cada ano, e nesse novo lançamento o nível sobe, chegando até os balões coloridos do Sr. Fredricksen.
A história é bela e extremamente cativante, trazendo elementos nunca analisados antes nas animações, com a história de um senhor de idade avançada que propõe, após a morte de sua esposa atravessar o continente norte-americano para a América do Sul, realizando um grande sonho, chegar à uma cachoeira, no qual, quando criança imaginava aventurar-se por lá.
Mal sabia que ao pôr os coloridos balões para tirar a casa do chão, mantinha nela um escoteiro tagarela, Russel, um garoto que planeja ajudar o Sr. Fredricksen para completar seus méritos de escoteiro.
É atraves desse encontro que vemos aventuras supremas que somente a Disney/ Pixar poderia proporcionar, incluindo aves gigantes, cachorros com sistema que possam comunicar-se com pessoas, e muitas situações que marcam Up - Altas Aventuras como clássico. E que a Dreamworks lançe sucessos que se apagam com o tempo... afinal que ainda lembra de FormiguinhaZ...... mas todos guardam na memória o cowboy Woody,não?
Arraste-me para o inferno
Sam Raimi está de volta
Por Leonardo Cruz
Indicado pelos críticos como uma nova forma de apresentar o terror, Sam Raimi (Homem Aranha) volta ao seu estilo macabro em Arraste-me para o inferno (Drag Me to Hell) , onde conta a história de Christine Brown (Alison Lohman), que trabalha como fornecedora de empréstimos em um banco, e para conseguir parecer “durona” aos olhos de seu chefe e conseguir a vaga de gerente, recusa o empréstimo de uma senhora (Lorna Raver) , que pretende se vingar lançando uma poderosa maldição sobre a garota.
As cenas pesadas são muito bem executadas, entre elas a cena no estacionamento entre a senhora e Christine, e da invocação de Lâmia (o espírito responsável a levar a coitada pra arder no fogo).
Dá pra arriscar dizer que o filme que logo no começa com um ritmo retro de filmes do gênero, é uma mistura de O Exorcista e Looney Tunnes; com direito a olhos saindo e braço enfiado na boca.
Não representando os longas de terror/ suspense exibido por esta década, Arraste-me para o inferno faz você manter-se esperto caso uma mãozinha saia do chão.
