CRÍTICA - Burlesque 

 

Com Cher e Christina Aguilera como protagonistas, chega aos cinemas o musical que, felizmente, será esquecido com facilidade.

 

  Por Enoe Lopes Pontes

 

  Ganhador do Globo de Ouro de melhor canção ("You Haven't Seen the Last of Me"), Burlesque é uma produção ambiciosa que no total teve três indicações ao prêmio (incluindo melhor filme). Contudo, fica complicado entender o que fez o filme ser indicado. Talvez porque a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood não tenha visto longas significativos durante o ano.

   Mas, a grande questão está no que não existe em Burlesque. A lista poderia ser grande. Porém, o que se destaca é a falta de ritmo e de originalidade. Desde os primeiros minutos, é possível assistir cenas com momentos já vistos em musicais como Moulin Rouge e Chicago. Fica uma sensação de Deja vu. No número "I'm a good girl" é clara a semelhança entre os passos feitos por Aguilera com os de Renée Zellweger em Chicago. 

    A história em si é um grande clichê. Ali (Christina Aguilera) é uma garota que mora no interior dos Estados Unidos (Iowa) e vai para Los Angeles em busca de um grande sonho. Ser uma artista de sucesso. Ao chegar na cidade entra num estabelecimento chamado Burlesque, onde as garotas dublam e dançam músicas muito conhecidas pelo público. A partir daí, ela faz tudo para poder entrar neste mundo. Trabalha como garçonete no lugar e divide o apartamento com um dos funcionários. É vergonhoso constatar que situações que seriam novas nas películas dos anos 40 são utilizadas em pleno século XXI, deixando a película cansativa. Como: moça que divide o quarto com um rapaz e termina se apaixonado por ele. Tudo é muito óbvio. Até nas canções fica fácil adivinhar o próximo verso.

   Não há uma salvação no filme. Aguilera não tem presença atuando. Sua performance não é vergonhosa, mas não chega a convencer. Cher (Tess) está totalmente inexpressiva. Completamente entediante no papel. Stanley Tucci (Sean) nem se esforçou para criar a personagem dele. Além disso, o elenco conta com atores de seriados melosos como Eric Dane (Private Pratice, Grey's Anatomy) e canastrões como Peter Gallagher (The O.C.), o que deixa ainda mais evidente a falta de habilidade nas escolhas dos artistas.

    Para piorar, existem músicas inseridas no longa sem nenhuma razão aparente. Um exemplo é "You Haven't Seen the Last of Me" (sim, acreditem, a vencedora do Globo de Ouro), que é uma desculpa lamentável para fazer Cher cantar. Chega a ser ridículo quando o DJ do local pergunta se ela quer mesmo os holofotes. Então, Cher distraidamente diz que sim. 

     No fim, o alívio por ter pelo menos uma boa performance no número final, "Show me your Burlesque". Que apesar do nome sugestivo, consegue ser o único bonzinho, animado e com ritmo. Porém, não chega a ser original. Burlesque é um longa esquecível, que terá um bom lugar na Sessão da Tarde.

 

 Oscar - 127 Horas

 

 Com um James Franco e uma câmera na mão

Por Hilda Lopes Pontes 

    

Mais um ano de Oscar e, novamente, uma indicação para Danny Boyle como melhor diretor. A escolha da academia não surpreende, pois, após Quem quer ser um milionário o diretor se tornou o típico diretor na lista A de Hollywood. Porém, devo admitir, que não foi somente o favoritismo com alguém que já foi uma vez campeão. Boyle não só cumpre bem o seu papel, como surpreende e arrebata.

     O longa conta a história real do jovem alpinista Aron Ralston, interpretado por James Franco (Milk- A Voz da igualdade, Homem- Aranha). O aventureiro, acostumado com passeios solitários em regiões íngremes e desertas, faz uma viagem sem avisar para ninguém e termina caindo dentro de um cânion, em Utah. A partir daí inicia um angustiante, claustrofóbico e agonizante processo de luta pela sobrevivência. Aron começa a gravar vídeos para familiares e amigos enquanto tentava escapar. A falta de água, comida, o aperto, tudo indicava que a morte era o caminho mais certo para o jovem.

     O mais impressionante é que 127 horas prende o espectador, não por ser uma bonita história de superação, mas sim por outros dois fatores. primeiro, a interpretação orgânica, emocionante e brilhante de Franco. O ator prova que seu biquinhos em Homem - Aranha não eram nem um prenúncio do que ele é capaz. As mudanças entre o ar despreocupado de um jovem que só busca se divertir com o que mais gosta, e a dor e o desespero daquele preso com sabendo que perderia seu braço é brusca e ao mesmo tempo leva quem está assistindo a se sentir preso no cãnio junto com Aron.

      O segundo fator, é a condução de Boyle. O realizador, desde o início do longa, faz um retrato breve de Aron e como uma pessoa comum, no meio da multidão, pode mudar sua vida em segundos, por causa de breve escolhas na vida. O melhorm é que ele não destaca isso só com textos e sim com opassagens antes do acidente e visões do futuro que Ralston tinha no meio a falta de mantimentos.

       O que falta mesmo, não só para Boyle, mas também para a maioria dos diretores, é saber onde exatamente acabar o filme. O prolongamento final pode tornar piegas uma cena que tinha tudo para ser genial.

                                                       

 CRÍTICA - A Árvore  

 

Em sua segunda direção Julie Bertuccelli aborda mais uma vez o tema da morte.

 

 
por Enoe Lopes Pontes
 
 

 Após Depois Que Otar Partiu (2003), Bertuccelli traz um filme que conta a história de uma família que entra em luto, depois que o marido e pai deles morre. Eles precisam lidar com perda, mesmo que ela seja difícil. Com isso, Simone (Morgana Davies), menina de oito anos, passa acreditar que o escrito do pai está na árvore que fica no jardim da casa.
 O longa trata de forma natural e visceral a dor que se sente quando alguém tão próximo falece. Não há pieguices ou clichês. Somente pessoas aprendo a conviver com a dor. Com o vazio. Isso vem desde o roteiro (baseado no livro: Pai Nosso Que Está Na Árvore). Sem melodramas ou ações esperadas. 
  Contudo, o destaque está em Davies. Que consegue transmitir diversas sensações com um olhar. Com um gesto. A garota traz na atuação uma veracidade que emociona. Charlotte Gaibnsbourg (O Anticristo) interpreta a mãe, que viúva, com quatro filhos, precisa aprender a viver sem o esposo. A atriz funciona no papel. E junto com Morgana Davies conseguem fazer as melhores cenas.
   No entanto, o final deixa a desejar. Não se sente uma conclusão de sentimentos por parte de Simone. Que parece deixar de lado o que tanto lutou para guardar e proteger.

    A árvore, com sua belíssima trilha, consegue transmitir a mensagem proposta. Mostra uma maneira de se vivenciar a tristeza da morte e como o tempo pode curar.

  

 

CRÍTICA - Tron - O Legado

 

por Enoe Lopes Pontes

    
   Após 28 anos da primeira versão do longa (Tron - Uma Odisseia Eletrônica, 1982), chega aos cinemas a continuação: Tron - O Legado. Estreia do diretor Joseph Kosinski, esta sequência tem do elenco original Jeff Bridges (Kevin Flynn) e Bruce Boxleitner (Alan Brandley).
   O filme conta a história de Kevin Flynn. Um visionário na área de eletrônica, que um dia desaparece. Ele tinha um filho de 7 anos, Sam Flynn (Garret Hedlund), que fica órfão e é criado pelo avós. Após isso, passam-se 20 anos. Sam, agora adulto, não trabalha na empresa do pai e só aparece no local uma vez por ano.
    Até que um dia, Alan recebe um bipe de Kevin e pede para Sam ir até o fliperama de Flynn para checar se ele estaria lá. No lugar, Sam encontra uma passagem secreta que o leva para outro mundo. Para A Grade (The Grid), onde programas de computador vivem.
    Há uma conexão na película entre os elementos dele. Os efeitos especiais, sonoros, os figurinos, os atores, todos se encaixam perfeitamente. Mas é a trilha sonora que chama mais atenção. A trilha feita pelo Daft Punk dá um ritmo ainda maior ao longa. Com destaque para The Grid e The Son of Flynn. As músicas criam o ambiente perfeito para as cenas. 
    O elenco também está bastante integrado. Todos estão bem em seus papéis. Porém são Jeff Bridges e Martin Sheen (Castor/Zesu) que merecem  uma atenção especial. Bridges porque ele consegue fazer a sua personagem original crescer e torna-se quase um deus. Existe uma presença e tom místico dado a Kevin, que faz com que ele tome conta da cena.
   Já Sheen, conseguiu uma atuação excelente porque sua personagem consegue conquistar e ao mesmo tempo ser detestada. Ele fez um Zesu cômico, porém que tem em seus olhos uma história. Um passado que o marcou.
   Olivia Wilde (Quorra) e Garret Hedlund também fazem um bom trabalho. Sendo que Wilde traz uma incrível mistura de ingenuidade com sensualidade para o papel dela. Hedlund traz muita verdade para Sam. Não deixa  a personagem ser um simples mocinho bonito.
   Visualmente, o filme impressiona com sequências que tiram o fôlego. Como a sequência em que Sam está em cima do prédio da Encom ou na cena em que eles vão encontrar Zesu. Os figurinos também ajudam nesta questão visual.  Deixando um clima de algo tecnológico e moderno, contudo ainda resta um estilo do filme original.
     Tron - O Legado, com sua personagens marcantes, com uma trilha que é uma extensão do longa, com todos seus elementos, pode ser considerado um dos melhores filmes deste ano.

CRÍTICA - Como Esquecer

 

O diferencial do cinema nacional

 

Em 24 de Outubro/2010 - Por Leonardo Cruz

 

É tão prazeiroso quando há o encontro de elementos satisfatórios na telona, daqueles que te prendem a atenção, que faz sentir... pena que seja tão raro. Não estou querendo dizer que Como Esquecer (Brasil, 2010) que foi dirigido por Malu de Martino, é um filme absolutamente espetacular, mas o que agrada é que ele com elementos simples e engenhosos transformam o filme em uma perfeita poesia na fuga da depressão após um grande amor.

Júlia (Ana Paula Arósio) é uma professora universitária de literatura inglesa, que tenta se recuperar após a separação que terminou de uma maneira conturbada com a misteriosa Antônia. Seus amigos próximos, principalmente Hugo (com ótima interpretação do Murilo Rosa) que também sofre por perder um companheiro, tentam tirá-la desse grande momento de dor, escapando assim para uma singela casa afastada do grande centro. Lá ela continua a enfrentar os fantasmas da relação passada e tenta lidar com novas relações, entre elas sua aluna da universidade e com a prima da companheira de casa.

O longa é simples e com uma elegância surpreendente, o tema é debatido de uma forma forte e real (outra coisa dificil de se ver, baseando-se nos filmes atuais), interpretações afinadíssimas de Bianca Comparato e Ana Paula Arósio e elegantíssimo, opa... já falei isso antes?

 

 Tropa de Elite 2

 

 Capitão Nascimento volta às telonas

 

Em 10 de Outubro/ 2010 - Por Hilda Lopes Pontes

Após o estrondoso sucesso do primeiro Tropa de Elite, com direito a prêmio no Festival de Berlim e uma alta bilheteria, a produção do longa não podia deixar de seguir a nova moda dos filmes brasileiros, que começou com Se eu Fosse Você 2, e fazer uma continuação.É  claro que havia uma expectativa enorme e até um certo medo, pois continuações podem ser bem catastróficas.

Mas, após os cinco primeiros minutos de filme, percebe-se que não foi um desperdício de dinheiro nem dos espectadores, nem da produção, e sim um ótimo investimento. Alias, dinheiro é que mais e menos passa na cabeça de quem assiste o filme.

Nessa continuação, o Capitão Nascimento (Wagner Moura) conta como passou muitos anos no BOPE e chegou até a Secretaria de Segurança. O foco deste longa é a luta contra as Milícias e os crimes que ela comete, contra os políticos corruptos que utilizam os meios de comunicação para conseguir votos. Além disso, agora mais velho, tem que lidar com os conflitos com seu filho adolescente.

O sucesso do longa não foi somente pelas frases engraçadas ou pela porradaria. O público vê Nascimento com um ícone e um herói. Alguém que luta pelo Brasil, contra a corrupção. Há um sentimento de alívio, como se assistindo ao filme todos concluissem que não estão sós, que existe alguém por eles. Esse sentimento é reforçado no segundo filme. Enfrentar os políticos como se enfrenta os traficantes na favela é algo que a população do brasileira adoraria poder fazer. Na realidade, não é um objetivo do longa mostrar o capitão com alguém sobre-humano, mas é essa a recepção dos espectadores, o que reflete o desespero para acreditar em dias melhores.

O roteiro de Bráulio Mantovani (Última Parada 174) é dinâmico e envolvente, mostra-se mais elaborado e pensado do que o do primeiro filme. Além do mais, é mais estruturado e costurado, dando uma sensação de linearidade mesmo com os flashbacks. Não há contradições ou erros no roteiro, não existem duplas afirmações que façam franzir o cenho. A relação entre os políticos, a polícia e a imprensa é estabelecida de maneira inteligente e faz lembrar da realidade que se vive hoje no país. A mensagem é passada. Não existe solução imediata para o Brasil. O processo de limpeza dos corruptos vai ser longo e trabalhoso.

Mesmo com as cenas de ação, que algumas vezes beiram ao hollywoodianismo, o longa é essencialmente realista. Vemos na tela aqueles que estão no dia-dia, no cotidiano brasileiro. Essas personagens fazem refletir e irritam quando nos lembram que convivemos com elas e nada fazemos para melhorar a situação. O longa deprime porque faz acordar.

José Padilha é brilhante por trabalhar tão bem as relações, tanto as que já existiam como as novas e quando faz um mix entre os conflitos verbais e os físicos. Com o auxílio da fotografia do ótimo Lula Carvalho, é mostrado o retrato da população que acabou de votar. A troca de favores, as alianças e a influência e poder de ser jornalista num mundo globalizado.

O Capitão Nascimento continua o mesmo só que, agora, depois de anos, suas características e personalidade só se afirmaram. Wagner Moura interpreta um homem sanguinário, mas com caráter, de maneira magistral. Suas características lembram os anti-heróis, aqueles que brigam por seus ideais, não pelos outros. Um Dirty Harry brasileiro. Não há nada que o impeça de fazer a sua justiça. Dos sentimentos à flor da pele aos mínimos olhares se tornam arrepios nos espectadores. A personagem é tão bem construída que é fácil esquecer que é uma personagem. 

Tropa de Elite 2 é um filme fatalista. Ainda assim, um longa sem dúvidas, e por isso deve ser dito, bem feito. Com elenco afiado, montagem  de Daniel Rezende que, claramente, demonstra uma ideologia nas ordens das sequências , e, é claro, frases marcantes para serem repetidas nas ruas,a produção entra na lista dos melhores filmes nacionais.

                                   

 Dia das Crianças

 

Com a chegada do Dia das Crianças o Cinema Debate resolveu dar algumas dicas de filmes para a criançada se divertir!! 

 Por Enoe Lopes Pontes

  • Up - Altas Aventuras (Up, 2009). O longa conta a história de Carl (Edward Asner), um velhinho que fica viúvo e decidi fazer a viagem que ele e sua esposa sonharam a vida toda. Para isso, ele prende balões na casa dele e viaja sem sair de seu lar. Divertido e emocionante, Up é uma excelente dica para quem gosta dos desenhos da Pixar.
  • Harry Potter ( todos, Harry Potter, 2001 - 2008). O sétimo filme da série estréia 19 de novembro e essa é uma ótima oportunidade para se fazer uma maratona para relembrar todas as aventuras de Harry e seus amigos em Hogwats.
  •  A Princesinha (a Little Princess, 1995). Dirigido por Alfonso Cuarón, o longa conta a história de Sara (Liesel Matthews), menina que morava com o pai na Índia e passa a estudar no colégio interno quando ele vai lutar na guerra. Porém, seu pai desaparece e a garota perde tudo e começa a trabalhar na escola. Para piorar a situação, a diretora do local humilha e mal trata Sara de todas as formas. Com um roteiro bem estruturado, bela trilha e uma excelente protagonista, A Princesinha parece muitas vezes um conto de fadas, por estes motivos, o filme é uma boa opção para as crianças.
  •  A Maladrinha (Curly Sue, 1991). Curly Sue (Alisan Porter) foi deixada, ainda quando era bêbe, com Bill Dancer (James Belushi) que a criou desde então. Os dois aplicavam pequenos golpes para conseguir sobreviver. Até que um dia, em uma dessas armações, eles conhecem Grey (Kelly Lynch), uma advogada muito rica. A dupla não esperava que esse encontro fosse mudar completamente o rumo da vida deles e da própria Grey. A Malandrinha, clássico dos anos 90, é uma boa escolha por ser muito divertido e leve.
  •  A Fantástica Fábrica de Chocolate (Charlie and the Chocolate Factory, 2005). Segunda versão cinematográfica do livro homônimo de Roald Dahl, o longa conta a história de Charlie. O garoto além de ser pobre, tem uma família grande e que passa muitas dificuldades. Porém, ele tem as esperanças acendidas quando  Willy Wonka, dono de uma fábrica de chocolates, faz uma promoção colocando dinco tickets premiados dentro de cinco barras de chocolates espalhadas pelo mundo, que darão direito as crianças que encontrarem o bilhete de visitar a fábrica de Wonka. Com direção de Tim Burton e Johnny Depp, Freddie Highmore e Helena B. Carter no elenco, A Fantástica Fábrica de Chocolate é a alternativa certa para quem gosta de longas que são super produções com muitos efeitos.

                                                            

 Séries

 

Estreias na televisão

Em 10 de Outubro/ 2010 - Por Hilda Lopes Pontes

Os seriados de tv têm conquistado milhões de fãs ao redor do mundo. Não é para tanto que a indústria tem investido pesado na telinha. Esquecendo os desastres e as produções interessadas somente no que vai faturar existem produções bem feitas e instigantes. Além do mais, ainda têm aquelas que se mantêm no ar com distinção. Segue abaixo dicas de histórias que valem a pena serem assistidas.

 Nikita: com estreia marcada para o dia 02 de novembro, o seriado de ação é estrelado por Maggie Q.A atriz de Missão Impossível III interpreta uma mulher que foi treinada para matar de maneira corrupta para fugir da pena de morte. Após se apaixonar por um civil, a Divisão do governo para qual trabalha tenta matar seu amante e a ela também, mas só Nikita se salva e tem o objetivo de se vingar. Mesmo sendo já inspirada num filme,lembra também desesperadamente a premissa de Alias, a esperança é que a trama saia da imitação e parta para a originalidade. Warner Channel, terças, 21h.

Drop Dead Diva: a segunda temporada do seriado promete ser ainda melhor que a anterior. Jane Bingum (Brooke Eliot), na realidade deb Dobson pode perder sua licença para ser advogada e seu namorado Tony de uma vez só. Ainda terá que lidar com o fato do seu real namorado, Grayson Kent não sonhar que está ao lado da sua amada que ele acredita que morreu(!) Drop Dead cresce a cada episódio e surpreende o espectador com frases inteligentes e cheias de referências.Sony, quartas,21h

 Desperate Housewives: em sua sétima temporada, a série de humor negro volta às suas origens. O marido da falecida Mary Alice, Paul Young retorna para aterrorizar a vizinhança. Enquanto isso, uma nova dona de casa desesperada, interpretada por Vanessa Williams (Ugly Betty), aparece em Wisteria Lane. Sony, quartas,22h

Glee: outra volta após um sucesso. Mas, Glee não é qualquer série, seu retorno não é uma aposta e sim uma certeza de que mais mais teleespectadores estaram ligados na série onde os losers ganham uma vez.Fox, aos domingos,22h

Call me Fitz: com o sucesso em sua primeira temporada nos estados unidos, a série promete agradar o público brasileiro. O programa conta a história da personagem título (Jason Priestly, de Barrados no Baile), um malandro que só pensa em dormir com mulheres e atormentar seus colegas de trabalho. Sony,aos sábados, 22h30.

                                                    

 

CRÍTICA - O Último Exorcismo

 

Terror a la Discovery

 

Em 09 de Outubro/ 2010 - Por Leonardo Cruz

 

Tornou-se uma grande mania a produção de longas de terror com o estilo que consagrou o clássico A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project, 1999), pessoas dando depoimentos, o cinegrafista berrando e correndo e afins.

Quem de fato conseguiu um grande sucesso reproduzindo essa técnica em uma casa mal-assombrada foi Atividade Paranormal (Paranormal Activity, 2009) que já tem a segunda parte para se lançada esse ano.

Mas um que tentou, e muita coisa não conseguiu foi O Último Exorcismo (The Last Exorcism, 2010) dirigido por Daniel Stam, o longa que se baseia na criação de um documentário traz esse estilo "Blair" misturado com um documentário digno da Discovery Channel. Os depoimentos, as filmagens antes do "bicho pegar" nos dá a percepção de ver um documentário ,isso Stam estabelece com sucesso, porém a história não é muito digna de aplausos ou de ser lembrada (nem ao menos ser comentada na saída do cinema).

O longa relata o dia-a-dia de um reverendo que realiza um certo estilo de "exorcismo", ele não acredita que um demônio realmente tome conta do corpo de uma pessoa, na verdade acha que a própria cria essa história como um método de encobrir algum fato. Resumindo, ela finge que tem um dito cujo no corpo.

Baseado nesse pensamento o reverendo Cotton Marcus (Patrick Fabian) vai de encontro à uma garota que acredita estar possuída, e não se lembra de cometer certas maldades na região que mora, um exemplo é sair matando os bichos do sítio.

Ashley Bell, que interpreta Nell Sweetzer, a garota possuída, faz caras e bocas inocentes bancando a inocência de sua personagem que chegam a ser hilárias, e os momentos em que banca o coisa ruim poderiam render mais medo para o público, afinal você espera uma coisa que não acontece. A música está lá, o cenário baseado no estado medonho de Louisiana complementa o ar tenebroso, mas a ação que poderia ser mais impactante não ocorre. Lástima.

E que venha o bebê que será atormentado em Atividade Paranormal 2, quem sabe esse nos deixa um pouco mais com vontade de tapar os olhos.

CRÍTICA - Comer Rezar Amar

 

 Romance baseado em best-seller mantém boa atuação de Roberts

Em 07 de outubro/ 2010 - por Enoe Lopes Pontes 

 

Comer Rezar Amar (Eat Pray Love, 2010) conta a história de Elizabeth, uma escritora que está passando por uma crise de sentimentos, se divorcia e precisa se reencontrar. Para isso, ela decide fazer uma viagem, que tem início na Itália e o final na Índia.

O que mais incomoda no longa é o fato dele apresentar uma narrativa monótona. Cada cena  passa lentamente e momentos que poderiam ser divertidos e emocionantes passam batidos. Ao invés de mostrar todas as relações que Gilbert teve com amigos e namorados, poderiam escolher as mais importantes e explorá-las. Isto daria uma maior dinamicidade a história.

Além disso, os cortes não são bem feitos, o que faz com que o clima seja interrompido. É possível sentir uma quebra brusca das cenas. Esta é mais uma razão para o filme ser entediante.

Contudo, Roberts apresenta uma boa performance. Nada excepcional, porém ela está atuando desta vez, diferentemente de outros papéis que fica a impressão de que está se vendo Júlia e não uma personagem. Destaque para timbre da voz dela, que está diferente e lembra bastante o de Elizabeth Gilbert.   

Já os outros atores estão quase todos apagados. Viola Davies (Delia), Javier Bardem (Felipe), Billy Crudup (Steven) e James Franco (David) estão sem carisma nenhum. Se não existissem não fariam falta. O único que se salva um pouco disso é Richard Jenkis (Richard), que consegue prender a atenção pelo menos por alguns segundos.

O que torna a película mais insignificante ainda é que ela não cumpre nem a função básica deste tipo de gênero cinematográfico, divertir. Porque se ele fosse mais um romance barato de Hollywood, mas houvesse um momento marcante, que entretesse, o ingresso até que valeria a pena. Porém, a realidade não é fácil e aguentar 133 minutos de "blábláblá" corrido e sem profundidade é insurpotável.

 


Séries- No Ordinary Family

 

Tentativas de renovação

 

Dia 04 de outubro de 2010 - Por Hilda Lopes Pontes

 

A tv estadunidense ganha mais um seriado em sua programação, No Ordinary Family. A sinopse é bem simples e com certeza lembra milhões de outras coisas já feitas. A família Powell anda muito desconectada, desunida e com cada um só pensando em seus próprios afazeres. Os filhos cheios de aparelhos eletrõnicos, nem olham para os pais, a esposa, preocupada com o trabalho, nem sabe o que acontece no dia-a-dia dos que moram com ela.

Com medo de todos os familiares se afastassem de vez e desejando que tudo voltasse a ser igual quando seus filhos eram crianças, o pai, Jim Powell(Michael Chiklis), decide que uma viagem para a Amazônia reuniria todos novamente. No caminho, não contavam com um acidente de avião e com um curto período na selva. Ao voltar, percebem que estão diferentes, que têm super-poderes.

Após ver o piloto conclui-se que há uma clara mistura de O Quarteto Fantástico (que teve no elenco o próprio Chiklis) e uma imitação do Quarteto, Os Incríveis. As mesmas temáticas, os mesmo conflitos. Não há nada de diferente na série. o sentimentyo  é de frustação ao perceber que o que na realidade acontece é um desespero da indústria hollywoodiana de sempre apresentar algo de novo, quando na verdade é só algo velho com uma nova embalagem. Além do mais, o foco poderia se estabelecer nas relações, mas No Ordinary Family também peca neste quesito apostando mais nas cenas de ação que lembram todas aquelas de qualquer filme de super-herói.

Porém, o elenco está afiadíssimo e possui uma sintonia muito forte. Os quatro membros da família Powell parecem que atuam juntos há muitos anos. Julie Benz sempre é um destaque em suas personagens e dessa vez não é diferente. A cientista Stephanie Powell é a personagem mais bem construída e que mostra mais possibilidades de conflitos futuros por mostrar complexidade.

A atmosfera acolhedora e os diálogos dinâmicos de Greg Berlanti (Everwood, Eli Stone) mostram que o seriado pode ter futuro se não se prender às temáticas abordadas no piloto e ir além de tudo o que já imitam. Se não, correm o risco de se esgotarem no meio da primeira temporada e de ser cancelada antes que qualquer pessoa possa pensar em falar na segunda. 

                     

Enquete

Qual o melhor ator da atualidade?

ESTRÉIA 

 194255

BRUNA SURFISTINHA

EM DVD

A Vida Durante a Guerra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A partir de 28/11

Disponível para locação

Pesquisar no site

© 2010 Todos os direitos reservados.